Trabalho freelancer, por que não?

Embora a modalidade freelancer exista desde sempre (em termos históricos, a novidade foram as leis trabalhistas, todas do século 20), só agora alguns tabus foram forçadamente revistos e deslancharam a opção no mercado. Impulsionados pela crise causada pela pandemia, onde muitos perderam seus empregos, o trabalho freelancer ganhou força e vem crescendo.

Com a pandemia e o isolamento social, dúvidas sobre home office e gestão à distância foram respondidas. O trabalho autônomo ganhou mais visibilidade, inclusive como opção de carreira.

E claro, que os trabalhos freelancers se tornaram mais do que uma alternativa cada vez mais procurada por profissionais que querem aumentar a renda, desfrutar de horários flexíveis ou desenvolver um plano B para a carreira – além, é claro, daqueles que são lançados à vida de autônomo não por escolha, mas por terem ficado desempregados.

E se você quer ser um trabalhador freelancer de sucesso, você terá que seguir algumas “regras” básicas para empreender como freela. Vamos lá?

Faça um planejamento estratégico

Olhe sua empresa de cima para conseguir estabelecer os setores, sua atividade e como você vai dar atenção a cada uma delas e quando vai fazer isso. É a maneira como você vai administrar, o que você vai buscar e quais serão suas regras. Com isso em mente (e no papel também) você visualiza o caminho que vai seguir. 

Rotina é essencial

É preciso estabelecer horários para trabalhar, claro que com uma flexibilidade bem maior. Você é o dono do seu tempo. Entender que a rotina vai dar a liberdade necessária para criar, inovar e, até mesmo, fazer outras atividades do seu interesse, é fundamental. Descubra em qual horário você produz mais e foque nele. 

 Tenha foco

Quando você direciona a sua energia e o seu intelecto para uma determinada área as chances de progredir são bem maiores. Uma dica interessante é, na hora de escolher uma área de atuação, focar e se especializar naquilo que você faz com maior desenvoltura. 

 Se informe. 

Antes de começar a trabalhar em qualquer área é preciso saber o que lhe espera. Você tem conhecimento daquilo que o mercado está precisando e que você está se propondo a ofertar?

Formalize-se

A formalização traz credibilidade. Um opção é optar pelo MEI (Microempreendedor Individual). Basta fazer um cadastro no Portal do Empreendedor do Governo Federal. Assim, você terá um CNPJ e poderá emitir nota fiscal do serviço prestado. Além disso, terá direito a benefícios previdenciários que, sem ser legalizado, não teria acesso.

 Conheça seu mercado

É fundamental estudar o mercado e ficar por dentro das necessidades do seu público-alvo. Afinal, é para ele que você vai vender o seu trabalho. Não adianta sair atirando para todos os lados, pois além de ser desgastante é ineficiente.

 Faça um planejamento financeiro

Ser o seu próprio chefe não significa que você irá ganhar dinheiro de forma instantânea. Prepare-se para os períodos de vacas magras. Como será o pagamento dos seus clientes? É preciso ter uma reserva financeira para auxiliar naqueles meses mais fraco. 

Algumas dicas práticas para você começar hoje mesmo a organizar o seu trabalho. 

 Faça uma lista das tarefas que você precisa realizar; 

  • Depois, dívida cada uma dessas atividades em pequenas partes; 
  • Por fim, inclua essas partes na sua semana até a finalização da tarefa; 
  • Estipular prazos para a execução de cada atividade também ajuda assim como acompanhar o desenvolvimento de cada pequena parte cumprida. 

Você sabe fazer networking?

 Se você respondeu sim, está de parabéns. Mas saiba que não são muitos os brasileiros que tem a resposta afirmativa. Segundo uma pesquisa realizada pelo IDCE – Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos – o bom relacionamento não é o forte dos brasileiros. 

 O estudo revela que a maioria das pessoas acredita que networking se define como uma boa rede de contatos, ou seja, conhecer várias pessoas e ser conhecido por elas. Mas, não é só isso. Uma boa e verdadeira rede de contatos só é válida quando as pessoas sabem o que você faz bem profissionalmente, e, o mais importante, influenciam em seu crescimento profissional.

 Listei alguns erros e acertos sobre o networking. Fique atento e reconheça os itens que você se identifica e comece a muda-los já. 

 ACERTOS: 

  • Está sempre circulando, seja em cursos, palestras, congressos. É importante frequentar ambientes que te levam ao crescimento profissional. É ali que você conhecerá outros profissionais que estão no mesmo caminho que você. 
  • Criar uma via de mão dupla. Assim como você precisa de contatos é também preciso ser o contato de alguém. Seja solicito e esteja sempre presente quando necessário. Ajudar alguém quando for solicitado é primordial. Lembre-se que o mercado é pequeno. Além disso, se encontrar com as pessoal relevantes na sua lista é importante, seja presencialmente ou via internet. 
  • Seja reconhecido na empresa. Como? Seja comunicativo e prestativo. Ajude o colega mesmo que ele for de outra área. Ser lembrado pelas boas  atitudes é uma virtude.
  • Comunique suas mudanças profissionais, principalmente através das suas redes de contato digital. É dessa maneira que dará a chance dos outros perceberem seu crescimento, produtividade e que encara nos desafios. 
  • Seja estruturado. Trilhe um caminho para sua carreira e empresa e trace sempre os caminhos que te levarão ao seu objetivo final. Tenho certeza que o networking abre muita portas. 

 ERROS: 

Ser conhecido não é ter networking – ele só vale quando as pessoas sabem no que você é bom profissionalmente; 

  • Usá-lo apenas quando precisa. O mercado muda muito rápido e é sempre bom manter-se por ali, sendo visto e lembrado, sempre deixando em evidência o que anda fazendo naquele momento da carreira;  
  • Ter contato apenas com profissionais da sua área. Conhecer pessoas de diversos segmentos e com mais experiência que você, ampliará o seu alcance e quanto mais relevância ter esse profissional mais provável que ele te indique ou contrate; 
  • Depender apenas de networking. Para ter um bom relacionamento é precisa sempre manter-se atualizado – o conhecimento técnico é importantíssimo. O mercado vai afunilando à medida em que crescemos profissionalmente e ter uma rede conectada é primordial. 

Como buscar uma boa recolocação no mercado de trabalho?

Ano novo, vida nova! A frase mais falada em todo o começo de ano parece mesmo fazer sentido. Mudança de emprego a cada dois anos, antes característica marcante apenas nos profissionais mais jovens, agora é realidade também entre os mais experientes. Foi o que uma pesquisa do Page Group mostrou em seus resultados no ano passado.

O que motiva esses profissionais a buscarem nova recolocação no mercado de trabalho? A falta de oportunidade de ascensão profissional no atual emprego é o principal fator, segundo a pesquisa.

Em outros estudos, a busca de crescimento na carreira, salário maior, melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, flexibilidade de horário e localização mais fácil, também aparecem como motivos para uma busca de recolocação.

Mas, afinal, como conseguir uma boa recolocação?

Saiba seus reais motivos: É preciso entender a posição em que você está na empresa atual, seus objetivos e também o que faz com que você se sinta motivado. Também é importante, antes de decidir, analisar se as suas possibilidades de crescimento na empresa em que está já foram esgotadas.

Atenção ao mercado: o segmento que atua está prosperando ou está em crise? Ele oscila muito? É primordial você saber como andam as vagas na sua área, escassas ou abundantes?

Prepare-se para o mercado: se você quer mudar de emprego, precisa se preparar. Se o crescimento é o seu objetivo, avalie seu momento atual, trace um plano para preencher seus gaps ou para desenvolver as habilidades necessárias para o próximo passo de sua carreira.

Faça networking: uma boa rede de relacionamento nesses momentos são essenciais. Quando você tem ao seu redor pessoas que podem te ajudar a se recolocar no mercado o caminho fica mais fácil.

Esteja em movimento: entre em contato com Consultores, Headhunters e com os profissionais de Recursos Humanos das empresas que te interessam. Escreva um e-mail, ou um In-mail (mensagem do LinkedIn), personalizado, com seu currículo anexado. Mostre que está à disposição e pronto para novos desafios.

Como falar de você em uma entrevista de emprego?

Você está tão ansioso em busca de uma recolocação profissional no mercado que só de pensar na hora da entrevista dá até desespero. Por isso, hoje vou compartilhar com você algumas dicas do que falar numa entrevista de emprego.

Anotem ai:

Tenha confiança para falar de si: você precisa saber expressar quem você é, quais suas experiências passadas, seus objetivos e metas para o futuro, seus defeitos e qualidades – sem parecer pretensioso ou modesto demais. 

Fale das suas competências: fale honestamente sobre seus talentos, suas habilidades e competências e como elas podem se reverter positivamente para a empresa. Se lhe falta algum conhecimento técnico para aquela vaga, mostre disponibilidade para aprender.

Fale por que você quer esta vaga: é nessa pergunta que o avaliador observa se você tem um pensamento alinhado ao da empresa. Por isso é importante a preparação prévia. Pesquise tudo sobre a organização, saiba como você pode contribuir e de que forma a vaga atende suas expectativas.

Planos para o seu futuro: ao falar dos seus objetivos e metas para o futuro, tente passar uma imagem de simplicidade e alguma ambição. Exemplo: “Meu objetivo nesta empresa é adquirir experiência suficiente para chegar, no futuro, a cargos mais altos de gestão”.

E OS TEMIDOS DEFEITOS?

Workaholic. Perfeccionista. Ansioso. Detalhista. Essas são algumas das respostas mais ouvidas em entrevistas de emprego à famigerada questão: “Qual é o seu principal defeito? Os recrutadores já estão cansados de ouvir as mesmas respostas. E acredite, todos tem medo de falar sobre os seus verdadeiros defeitos numa entrevista.

Quando o recrutador faz essa pergunta, certamente ele tem em mente:

1 – conhecer os pontos que o profissional à sua frente ainda precisa desenvolver. Isso é essencial para saber se ele está preparado para assumir imediatamente a vaga, ou se será preciso treiná-lo em algum aspecto técnico ou comportamental depois de contratá-lo.

2 – um pouco mais sutil, é investigar o grau de autoconhecimento do candidato.

3- avaliar a sua abertura às críticas – a resposta do candidato mostrará se ele é humilde o suficiente para reconhecer suas próprias fraquezas e se abrir a eventuais feedbacks negativos.

Claro, que não existe resposta certa. Então, como responder? Seja verdadeiro!

Honestidade: Falar sobre os defeitos não é uma tarefa fácil, mas é essencial que o candidato seja sincero. A sinceridade é lavada em conta pelo recrutador. Então, se você disser o seu temido defeito, você certamente estará sendo diferente e ganhará a atenção do recrutador.

Soluções: Uma dica é falar sobre o seu defeito já evidenciando uma solução. Além de tudo você mostrará que tem autoconhecimento e capacidade para desenvolver habilidades.

O pensamento do recrutador: vale destacar que essa pergunta é usada pelos recrutadores por um motivo específico. Os profissionais querem entender o perfil dos candidatos, mais do que saber sobre seus defeitos. Ou seja, eles buscam conhecer o profissional, sua personalidade e suas soft skills (habilidades comportamentais), como resiliência e determinação, por exemplo.

E ai, qual é o seu defeito?

Importância de fazer planejamento da carreira

Ter uma carreira de sucesso e almejar aquela cargo de chefia faz parte dos sonhos de muitos profissionais. Mas será que você está planejando a sua carreira pessoal? Pois é, mais do que depender do plano de carreira que a empresa tem para te oferecer, é importante você elencar quais os próximos passos que você quer dar na sua atuação no mercado

Segundo o filósofo Mario Sérgio Cortella, é importante reforçar uma distinção: emprego é fonte de renda, enquanto trabalho é fonte de vida. Trabalho gera vitalidade, emprego pode muitas vezes apenas dar dinheiro. E você, concorda?

Vamos falar sobre o plano de carreira. Você sabe o que é?

Como falei, ele pode ser pessoal ou estabelecido pela empresa. No primeiro, o profissional estabelece os objetivos e metas para a sua carreira. Além disso, também é importante definir as estratégias que podem auxiliar nessa conquista. Pode ser necessário conquistar um diploma, conseguir um título de mestrado ou doutorado, realizar uma pós-graduação, investir no empreendedorismo, etc. Cada etapa dependerá dos objetivos traçados.

Já o plano de carreira estabelecido pela empresa, é ela quem oferece melhorias na atuação do profissional para o bem estar dos colaboradores. Geralmente elas estimulam o funcionário a estudar, buscar cursos, todas as estratégias que agreguem no trabalho realizado por ele dentro da corporação. Dessa forma, o plano de carreira da empresa possui o percurso que o colaborador desde o seu ingresso na organização.

Como ter um plano de carreira pessoal?

Primeiro é preciso saber onde você quer chegar e qual o caminho terá que percorrer. Criar estratégias e ter metas definidas facilitam você chegar ao ponto que deseja. O plano de carreira proporciona um direcionamento mais assertivo e evita perda de tempo com estratégias que não agregarão em seu futuro profissional.

Você, tem pensado no seu plano pessoal de carreira? Onde quer chegar? Vale a reflexão!

Passo a passo para empreender

Conseguir uma recolocação no mercado de trabalho pode ser uma tarefa difícil, e com a crise que estamos enfrentando, principalmente por conta da pandemia, muitos resolveram empreender, ou seja, ter o próprio negócio.

Segundo um levantamento realizado pelo IBGE, o desemprego já atinge 13 milhões de brasileiros. Dessas pessoas, cerca de 4,7 milhões não sentem mais esperança de conseguir um trabalho. Nesse cenário, o empreendedorismo pode ser uma alternativa para se virar o jogo.

Por onde começar?

É fundamental lembrar que antes de abrir um negócio é preciso traça-lo, desde o valor de investimento, até mesmo público alvo, produto ou serviço que serão oferecidos. Se não tiver planejamento, empreender se torna a mesma coisa que rasgar dinheiro.

Vão algumas dicas. Se pergunte:

Qual o valor do seu investimento? (Lembrando que um negócio novo não gera lucro já nos primeiros meses, e as vezes, nem em anos)

Qual a solução que você entregará para o seu público alvo?

O seu público alvo pagaria por essa solução, por esse produto?

Onde está o seu público alvo?

Em quanto tempo quero ter esse investimento de volta?

Cuidado com os erros!

Os principais erros cometidos é não saber dividir as finanças pessoais das profissionais. No caso dos desempregados, esse problema se agrava pela sua necessidade de pagar as contas.

Vale lembrar que a média de tempo que um empreendimento demora para gerar lucro é de dois anos. Durante esse período, todo tipo de retirada expressiva de dinheiro da empresa pode desestabilizar a operação.

O ideal? Tenha um capital de giro suficiente para se manter durante os primeiros meses.

Qual negócio escolher?

O primeiro passo para descobrir qual deve ser sua área de atuação é analisar suas habilidades. Não adianta você investir em um setor que não entende ou não goste só para ganhar dinheiro. Caso a pessoa seja boa em artesanato, por exemplo, começar um negócio desse tipo pode ser a melhor opção.

Estude!

Para que o negócio seja bem-sucedido, habilidades ligadas à área de atuação precisam ser constantemente atualizadas. Noções em gestão também são necessárias. Você desemprenhará várias funções. É preciso saber administrar, vender, planejar. O dono é quem comanda a orquestra. Se você não entende nada, não terá sucesso no seu negócio.

Formas de remuneração no futuro

A pandemia trouxe muitas mudanças e acelerou ainda mais outras. Uma delas foi o ambiente de trabalho que transitou rapidamente para maneiras mais flexíveis e as organizações precisaram se adaptar estrategicamente para o “novo normal”.

Mas será que a remuneração desses trabalhadores também foi impactada?

As organizações precisam, a partir de agora, adotar uma abordagem centrada no ser humano para projetar uma estratégia de remuneração holística (aquela que busca o entendimento integral, ou seja, todo).

Muitos já abordam a remuneração estratégica como forma de melhora do relacionamento entre empregado e empregador. Segundo Minamide (2008), a remuneração estratégica deve representar um elo entre o funcionário e a nova realidade das organizações. Ela deve se adequar as características da empresa e levar em conta o seu planejamento para o futuro, o funcionário deve se sentir valorizado contribuindo para o sucesso da organização e atingindo as metas estabelecidas. Com isso a empresa consegue uma maior aproximação com seu funcionário.

Como era e como será?

Os programas de recompensa tradicionais são normalmente projetados para atingir uma meta simples de pagar o valor de mercado ou para impulsionar um desempenho específico (“apostas na mesa”), e são recebidos pelos trabalhadores periodicamente por meio de pagamentos e bônus.

À medida em que as organizações e os trabalhadores se adaptam às diferentes formas de trabalho, as estruturas de remuneração precisam ser flexíveis, adaptando-se às restrições nos orçamentos da organização e considerando as prioridades dos trabalhadores.

Ao lado delas, as “remunerações motivadoras” permitirão que as organizações tenham um impacto mais flexível e holístico no desempenho, invistam em talentos, promovam o bem-estar e alinhem os funcionários com a cultura e o propósito da organização.

Como chegar lá?

É importante que as organizações entenda as preferências dos trabalhadores, compreenda a experiência atual do trabalhador quanto a remuneração, identifique as metas para uma nova estratégia de remuneração.

Por outro lado, é preciso ainda analisar as formas de remuneração atuais, identificar as novas formas de remuneração, e compreender as limitações – éticas, estruturais, e restrições operacionais.

Referências

MINAMIDE, Camila Hatsumi. Sistemas de Remuneração Tradicionais e Remuneração Estratégica. Disponível em: http://carreiras.empregos.com.br/seu-emprego/sistemas-de-remuneracao-tradicionais-e-a-remuneracao-estrategica/.Acesso em: 20 jun. 2008.

Delloite. Repensando a Remuneração. Disponível em: https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/br/Documents/human-capital/Deloitte-repensando-a-remuneracao.pdf. Acesso em: 3dez.2020.

Mais que multitarefas, multicarreiras

Muito se fala sobre o futuro da empregabilidade e sobre o profissional do futuro. Acontece que, com o tempo passando cada vez mais rápido – pelo menos é essa a impressão que eu tenho – o futuro já chegou e esse novo profissional também. Você já ouviu falar sobre o funcionário multitarefas, certo? E multicarreiras, já? Então será agora.

Multicarreiras é um termo utilizado para identificar as pessoas que utilizam seus inúmeros potenciais para realizar diversas atividades diferentes na sua área ou até em outras áreas. Os multicarreiras não focam suas energias num único propósito profissional, como antigamente, quando a pessoa tinha única ocupação e trabalhava nela até a aposentadoria. 

A multicarreira reúne a necessidade da geração de renda, visão de futuro, identificação de competências e propósito de vida. Engenheiros empenhados em vendas, médicos como gestores e administradores no setor de educação. Esses são alguns exemplos de profissionais multicarreiras.

Podemos pensar, ainda, na multicarreira da maneira clássica, por assim dizer: o médico que também é músico, e a psicóloga que além de atuar na área clínica, também exerce a função de consultora de RH. O profissional multicarreiras, além de duas, pode exercer três ou mais atividades distintas. Não há regra pré-definida. Todas essas relações de trabalho são flexíveis com vínculos por CLT ou com contratos de prestação de serviços.

Muitas pessoas se preocupam em como classificar sua multicarreira no LinkedIn, no currículo ou no portfólio sem que pareçam perdidas ou aquelas que “atiram para todos os lados”.

No perfil do LinkedIn, a multicarreira pode ser identificada no campo “Tíítulo”, onde o profissional colocará cada profissão ou atuação separadas por barras que indicam separação (/). No campo “Sobre” deverá constar as atividades realizadas em cada campo de atuação.

A multicarreira no currículo pode ser apresentada com as barras e informações sobre as atividades e qualificações nos campos “Resumo de qualificações”, “Objetivos” e “Formação acadêmica”.

No portfólio, a multicarreira poderá ser informada em projetos separados como uma linha do tempo, do mais recente para o mais antigo, com destaque para os resultados atingidos.

As principais Soft Skills (competências comportamentais) necessárias para que a pessoa se adapte à multicarreira são a resiliência, inteligência emocional, visão sistêmica, adaptabilidade, organização e network. A vontade de aprender coisas novas, ajudar ao próximo e aumentar a renda são outras características deste tipo de profissional.

Se você pensa em se tornar um profissional multicarreiras, antes de mais nada, fique atento ao seu modo de trabalhar. Existem pessoas que não se adaptam à multicarreira. Identifique seus potenciais e entenda qual é a melhor maneira para você se desenvolver e alcançar a sua realização profissional. 

Se você se identifica, quer ou acredita que ser um profissional multicarreiras vai fazer de você uma pessoa mais realizada, feliz e plena, siga em frente. Não devemos nos impor limites, e sim, construir as pontes e escadas para a transposição desses limites. Chegue onde você deseja e seja quem realmente é.

Vaga temporária: por que não?

Nessa época do ano aumenta a quantidade de vagas temporárias. Se você está à procura de emprego, mas quer aquela vaga perfeita, na empresa perfeita, com contrato fixo perfeito e com salário perfeito, o que acha de tentar se encaixar em uma vaga temporária? Pense que, ao conseguir um emprego, mesmo que temporário, você estará mais perto da perfeição do que estando desempregado. E, ainda, que esse emprego temporário pode se tornar fixo ou se tornar a ponte para um emprego estável. Vamos mandar o preconceito para longe e considerar estar empregado(a) nos próximos meses.

Apesar de parecer mais fácil – afinal, as exigências em um trabalho temporário são mais flexíveis -, conseguir uma vaga temporária não é tão simples, e você deve ter cuidado para não cair em ciladas. Como muitas vagas surgirão, a principal dica é ficar de olho nas condições de trabalho. Agora, se você quer preencher uma vaga temporária, fique atento às oportunidades e siga essas dicas.

Capriche no currículo

Não é porque a vaga é temporária que o currículo tem menos importância. Entenda que seu currículo tem que ter um efeito de um outdoor na rua. O entrevistador tem que bater o olho e selecionar para a leitura. Por isso, o currículo tem que ser atraente e estar conectado com a vaga.

Entenda sua vocação

Procure vagas que tenham a ver com sua experiência, mas acima de tudo com a sua vocação. Todos nós podemos ter potencial para atividades que nunca imaginamos, e você pode descobrir um novo talento ou estimular um talento adormecido, transformando sua vocação em dinheiro.

Trace uma estratégia

Encontre as vagas e trace uma estratégia. Não adianta atirar para todos os lados. Por exemplo, percorrer trajetos desgastantes num mês de muito trânsito vai te fazer perder dinheiro e tempo. Sendo assim, selecione vagas perto da sua casa ou fáceis de acessar, evitando atrasos no período temporário já que você deve zelar sempre por sua imagem profissional.

Entenda as demandas dessa época

A maioria das vagas temporárias surgem tradicionalmente do comércio: vendedores, estoquistas, auxiliares de cadastro e assim por diante. Esse tipo de contratação acontece para dar suporte a um movimento de clientes maior que o normal. Portanto, não conte com horário certo para sair e entenda as necessidades da vaga. Nesse tipo de trabalho temporário, muitos imprevistos acontecem e este é o momento de ouro do comércio. Ou seja, prepare-se para segurar o rojão.

Se apresente bem

Lojas de roupas e calçados são duas das que mais contratam. Normalmente, há salário fixo e mais comissão, o que garante boas perspectivas de grana extra. Mas saiba que sua apresentação pessoal vai contar no preenchimento dessas vagas. Use uma roupa adequada e limpa, esteja com o cabelo bem cortado e unhas bem cuidadas. Esses pontos pesam na hora da contratação.

Seja honesto

Durante a entrevista, seja honesto! Fale sobre seu potencial e experiências anteriores com clareza, mas não minta sobre feitos e funções anteriores. Em pouco tempo a fantasia será engolida pela realidade.

Trabalhe duro

O trabalho temporário não é menos importante do que um trabalho fixo. Quando o período de sua contratação terminar, o critério para efetivação será baseado em sua performance! Portanto, trabalhe com determinação e exerça a sua função da melhor maneira possível.

Nunca desanime

Não desanime e nem deixe de cumprir seu trabalho com entusiasmo até o último momento. O esforço de um profissional contratado temporariamente tende a diminuir nos dias ou horas que antecedem o término do contrato, porém, o empenho e dedicação do profissional não podem oscilar. Persista, busque valorizar a sua jornada no trabalho temporário e não coloque tudo a perder.  

Faça networking

Mesmo que seja um trabalho temporário, crie bons vínculos com as pessoas. Fazer networking é uma ferramenta poderosa no mercado de trabalho.

Por fim, o trabalho temporário faz que você saia da inércia, renova suas energias, aumenta sua autoestima e, ainda, rende um bom dinheiro. Ou seja, encontrar um trabalho temporário pode ser o início de um caminho promissor no âmbito profissional. Então, sacuda a poeira e saiba que essa pode ser a hora de você dar a volta por cima.

Geração Flux: não é uma questão de idade e sim de atitude!

Sabe o que as gerações Baby Boomers, X, Y e Z podem ter em comum? A Geração Flux. Muitos profissionais ainda não ouviram falar dela, apesar de estarem exatamente em meio a pessoas que tem suas características. Os indivíduos com esse perfil são naturalmente atraídos por desafios e se adaptam rapidamente às novidades e inovações. É importante observar que a Geração Flux não é definida pela faixa etária, assim como as X, Y e Z, e sim por sua maneira de pensar e agir.

Afinal, o que é a Geração Flux? A Geração Flux tem a ver com o comportamento dos indivíduos, tendo como característica principal a fácil adaptação a mudanças e inovações. Qualquer pessoa pode fazer parte da Geração Flux, que tem esse nome – fluxo, em português – por conta da flexibilidade desses profissionais.

A Geração Flux é composta por pessoas que tem como grande diferencial a vontade de usar as novas tecnologias para alcançar os melhores resultados, principalmente em momentos de pressão, em crises e até em situações de caos. É fácil perceber quem faz parte da Geração Flux, pois algumas características são marcantes nos profissionais desse grupo. Vejamos:

Acumula habilidades

Chamado também de profissional multitarefas, o colaborador que é um acumulador de habilidades tem facilidade em desenvolver bem cada uma delas. Aliás, esse profissional gosta mesmo de fazer várias coisas diferentes. Quanto mais habilidades ele puder desenvolver, mais atraído pelo trabalho ficará.

Expande seus conhecimentos

O profissional da Geração Flux carrega no DNA a busca constante por conhecimento. Daí vem sua afinidade com tecnologias e soluções inovadoras. Um colaborador que procura sempre estudar e se capacitar é curioso com o meio em que vive, aprende mais e está sempre atualizado.

Quando falamos em expandir conhecimentos, isso não se refere apenas a cursos, mas também para a maneira como essa pessoa se informa. O integrante da Geração Flux acompanha os sites de notícias, está conectado às redes sociais, faz pesquisas em diversas plataformas e tem perfil ativo em redes voltadas ao mercado profissional, como o LinkedIn.

Tem grande capacidade de adaptação

Essa é uma das grandes e mais vantajosas habilidades da Geração Flux. Graças à sua facilidade de encarar desafios e mudanças, essas pessoas têm uma capacidade de adaptação muito maior. A empresa vai começar a usar uma nova tecnologia? Mudar a forma como atua com os clientes? Ótimo, esses profissionais tirarão de letra.

O mercado está passando por uma rápida transformação e as empresas que não a acompanharem ficarão para trás. Um exemplo: se antes a empresa fazia atendimentos apenas quando o cliente a acionava, agora é preciso estar lado a lado do consumidor, oferecendo suporte 24 horas por semana. Assim, é fundamental contar com profissionais que estejam prontos para essas necessidades e que saibam lidar com os clientes e parceiros em meio a todas as transformações comportamentais e tecnológicas que estamos vivendo. A Geração Flux é preparada para isso! Mas, como fazer parte dessa geração?

Seja curioso

A curiosidade faz com que os colaboradores mais interessados e dispostos adquiram novos conhecimentos e sejam mais proativos. Se um novo projeto entrará em vigor, é essencial que os profissionais tenham, no mínimo, a curiosidade em saber como tudo vai funcionar, o que devem fazer para trazer resultados e qual o propósito da estratégia.

Estude sempre

A Geração Flux leva os estudos a sério. Como entender as novas tecnologias e tendências do mercado se você não está preparado e qualificado? Não imponha limites para seus conhecimentos.

Encare desafios

Em uma empresa, é natural que apareçam muitos desafios ao longo do ano. Porém, nem todos os colaboradores estão dispostos a encarar essas situações, tampouco a superá-las. Já a Geração Flux tem nos desafios um gás a mais para trabalhar bem, procurando se desenvolver a cada etapa vencida.

As pessoas da Geração Flux gostam de desafios, pois acreditam que eles estimulam seu crescimento pessoal e profissional. Para fazer parte dessa geração, o profissional precisa se sentir confortável e passar tranquilamente pelas situações adversas.

E você, faz ou quer fazer parte da Geração Flux? Saiba que esse perfil é muito procurado por empresas que querem se destacar no mercado, contando com uma equipe moderna, inteligente, preparada para qualquer momento e que almeje o desenvolvimento contínuo. Uma dica: ao menos, aprenda com a geração Flux, saia do lugar comum e destaque-se em meio às tempestades.