Os novos empregos (alguns nem tanto) do “novo normal”

O mercado de trabalho não será o mesmo após a pandemia e você deve estar preparado para as oportunidades que se apresentarem. Novas vagas em novas áreas estão surgindo, e você como está? Parado? Ah, não!

Antes de começarmos a falar sobre o “novo normal” do mercado de trabalho, preciso dizer uma coisinha sobre a empregabilidade nesses novos tempos. Os profissionais que mais se destacarão são aqueles que tem algumas competências comportamentais essenciais para este momento. Entre elas, destaco a flexibilidade, perfil autogerenciável, adaptabilidade e atuação multitarefas.

Já não há mais espaço para o profissional que entrega apenas o arroz com feijão, pois é preciso entregar mais. Não chega a ser surpresa que entre as áreas em alta está a tecnologia. Mas calma, há espaço para muitas outras dentro deste “guarda-chuva”. Um profissional de finanças precisará entender de linguagem de programação, por exemplo. Já o profissional da área da saúde terá que saber manusear com muita destreza as planilhas de informações. Enfim, quem não caminhar junto à tecnologia terá dificuldades a mais.

Nos últimos tempos venho me debruçando sobre este novo mercado em busca das profissões que serão o must das próximas estações. E compartilho com você minhas análises, amigo leitor e amiga leitora.

Coach de metodologia agile

Nos conceitos corporativos, o conceito agilidade não se refere somente à velocidade, mas também a resultados e entregas de qualidade. Esse profissional pode trabalhar em todos os departamentos, sendo responsável por orientar e ajudar no treinamento de equipes, utilizando ferramentas e metodologias para a obtenção de resultados eficazes.

Motorista

Pode até parecer se tratar de uma profissão “comum”, mas o motorista é aquele profissional essencial para a logística de qualquer empresa, sendo responsável pela entrega adequada de produtos e agilidade dos processos. Agora, o motorista pós-pandemia terá também que saber negociar e possuir conhecimentos de informática. O setor de logística certamente precisará muito desse profissional.

Recrutador(a) especialista em tecnologia da informação

Com a área de tecnologia em alta, surge a necessidade de profissionais de recursos humanos especialistas nesta demanda específica. Não há necessidade deste profissional ser formado em TI, e sim ter conhecimento das novas tecnologias. A primeira coisa que é necessário saber é que a TI se divide em 2 linhas: desenvolvimento e infraestrutura. Sabendo as características da área, fica mais fácil atender as necessidades da empresa contratante e falar a língua dos candidatos à vaga.

Engenheiro(a)  de cibersegurança

A segurança cibernética é hoje um fator determinante para o sucesso de qualquer negócio digital, já que ataques hackers podem causar prejuízos de bilhões em pouquíssimo tempo. Qualquer dispositivo conectado à internet pode estar vulnerável a ataques cibernéticos e, por isso, a segurança de dados na rede se tornou um ponto de atenção para as empresas. A função de um engenheiro de cibersegurança é monitorar o sistema da empresa e cuidar da infraestrutura de toda a rede, implementando processos e evitando ataques virtuais.

Especialista em Inteligência Artificial (IA)

Esse é considerado o profissional “petróleo”, pois a inteligência artificial já faz parte da nossa realidade em diversas ações que realizamos.  O especialista em Inteligência Artificial é responsável por desenvolver e pesquisar novos algoritmos, com foco na criação de sistemas inteligentes por meio de linguagens de programação.

Desenvolvedor(a) ou programador(a) de JavaScript

O foco do desenvolvedor em JavaScript é programar e implementar sistemas em JavaScript, uma linguagem de programação estruturada. Junto com o HTML e CSS, o JavaScript é uma das três principais tecnologias do mundo da internet.

Cientista de dados

Os cientistas de dados são especialistas analíticos que possuem grande conhecimento em matemática e programação. Eles são responsáveis por interpretar grande volume de números.

A procura por profissionais dessa área se dá por conta do big data e dos avanços da inteligência artificial e tecnologia no geral. Esse campo de atuação abrange graduados em ciência da computação, engenharia da computação e matemática aplicada, por exemplo.

Engenheiro(a) de dados

Os engenheiros são responsáveis pela construção da infraestrutura de dados, se responsabilizando por construir e manter sistemas de armazenamento e processamento de dados. Eles atuam na organização, distribuição e recuperação de informações com foco na otimização do desempenho.

Assistente de mídias sociais

O assistente de mídias sociais é responsável por criar conteúdo, artes, anúncios e interagir com clientes através das redes sociais e aplicativos interativos. O profissional de publicidade e marketing é um dos mais requisitados para essa função, sendo necessário estar sempre atualizado com as novas tecnologias e ferramentas de marketing digital.

Gestor de mídias sociais

O gestor de mídias sociais é responsável pela gestão da equipe de social media da empresa. Entre as suas atividades estão a estruturação de conteúdo, analise e monitoramento de acessos e interação com os usuários. Esse profissional precisa ter afinidade com a produção de conteúdo e conhecimento de redes sociais e ferramentas de criação de arte. 

Representante de vendas

O excelente vendedor continua sendo aquele que vende até pneu furado, mas algumas características mudaram. Agora ele precisa entender também de estratégias de vendas e mapeamento de mercado. O representante de vendas é a pessoa que “veste a camisa” de uma marca ou produto. Além disso, esse profissional é responsável pela comunicação constante com os clientes da companhia.

Especialista em sucesso do cliente

O especialista em sucesso do cliente é responsável por garantir uma relação de alta qualidade entre empresa e cliente do começo ao fim de uma compra.  Esse profissional deve entender que o seu cliente pode ser o divulgador de seu produto ou serviço, para o bem e para o mal.

Desenvolvedor de plataforma Salesforce

A Salesforce é uma companhia americana considerada uma referência no mercado de softwares de Customer Relationship Management (Gestão de Relacionamento com o Cliente, na tradução livre). O Salesforce é um dos sistemas CRM mais fortes do mercado, e os programadores especialistas analisam os processos da empresa, desenvolvem fluxos de trabalho e geram soluções para necessidades específicas do negócio.

Atualmente, a centralização de todas as interações entre uma empresa e seus clientes em um único banco de dados é uma das tarefas mais relevantes em diversas empresas.

Investidor Day Trader

O day trade é uma operação estratégica de curto prazo que consiste na compra e venda de ativos no mesmo pregão, com foco no lucro embasado na variação de valores em um único dia. Por exigir análises e tomada de decisão rápidas, os conhecimentos mais procurados para este perfil de profissional são bolsas de valores e mercado de capitais.

Consultor(a) de investimentos

O consultor de investimentos é o profissional que orienta o cliente nas tomadas de decisões para a realização de investimentos no ramo financeiro. Ele é responsável por montar uma estratégia que possibilite rendimentos expressivos ao seu cliente.

Essas são algumas das profissões de destaque do novo panorama nacional e é claro que existem outras. Se você deseja estar dentro deste contexto, qualifique-se para navegar neste mar de oportunidades.

O mercado de trabalho atual: além da CLT

O mercado de trabalho muda depressa, e com ele os tipos de contrato entre empregadores e empregados. A famosa CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) está cada vez mais rara, pois as empresas estão optando, também, por outras modalidades que sejam menos onerosas a elas.

Do outro lado, muitos profissionais ainda têm receios em aceitar uma proposta de trabalho sem o registro em carteira. Se esse é o seu caso, tenha calma. Seja na recolocação ou no primeiro emprego, há diversas opções para que você permaneça na ativa. Vamos lá a elas.

Carteira assinada – CLT

É a contratação em regime integral, indicada para colaboradores fixos. Nesse modelo, o funcionário conta com todos os benefícios previstos em lei, como 13º salário, FGTS, INSS, parcela do vale-transporte, alimentação, férias e todos os direitos vigentes na convenção coletiva.

Esse tipo de contrato incide em encargos expressivos ao empregador, com o custo fixo de 65% sobre o valor do salário. A CLT possibilita a realização do contrato de experiência de 90 dias antes da efetivação, não havendo custo adicional ao empregador caso haja o desligamento do funcionário neste período.

Contratação temporária

A contratação temporária é opção para períodos de volume extra de trabalho ou de transição de pessoal. Nessa modalidade, a empresa recebe isenção dos custos adicionais como férias, 13º, INSS e FGTS.

Trabalho parcial

O trabalho parcial tem por regra a jornada de até 25 horas semanais. O salário pago é proporcional ao período trabalhado e o trabalhador tem direito a férias proporcionais após 12 meses de vigência do contrato.

Estágio e Menor Aprendiz

O estágio é uma forma do estudante do ensino técnico ou superior ingressar no mercado de trabalho. Essa modalidade conta com encargos menores ao empregador e carga horária máxima de 6 horas diárias.

Esse tipo de contrato é regido pela Lei nº 11.788, vigente desde 2008, que regulariza o estágio de estudantes como parte do projeto pedagógico de cursos, dando lhes direito a remuneração, vale-transporte e férias remuneradas de 30 dias.

Já a modalidade Menor Aprendiz oferece oportunidades para adolescentes e jovens que cursam o ensino médio e têm idade entre 14 e 24 anos. Com jornada de 4 a 6 horas diárias, essa forma de contratação é regularizada pela Lei nº 10.097 de 2000, que permite a inserção 5% a 15% de aprendizes no total do contingente da empresa. O contrato tem duração máxima de dois anos, com direito a salário, férias, 13º salário, vale-transporte e vale-refeição.

Terceirização de mão de obra

Com a chegada da reforma trabalhista, essa contratação passou ser permitida também para as atividades-fim da empresa. Antes, somente serviços de apoio como limpeza e segurança podiam ser terceirizados.

Nesse caso, o cumprimento das leis trabalhistas e pagamento dos encargos ficam por conta da empresa terceirizadora.

Home Office

Cada vez mais, o home office (ou trabalho em casa) vem sendo considerado como um modelo de contratação, tendo sido popularizado em todos os setores neste momento de pandemia.

Nessa modalidade, todas as regras são firmadas em acordo individual entre colaborador e empresa, incluindo questões sobre equipamentos e gastos com energia e internet.

Trabalho intermitente

No contrato de trabalho intermitente, os empregados recebem por jornada ou hora de serviço, com todos os direitos da CLT e convenção coletiva preservados. Nessa modalidade, os trabalhadores são convocados pela empresa conforme a necessidade e pagos por hora trabalhada, com base no salário mínimo ou salário base do cargo.

Trabalho freelancer

Esse termo em inglês dá nome ao trabalho eventual, que se caracteriza pela prestação de serviços esporádicos e de curta duração, com a negociação de valores entre empresa e prestador de serviços. Nessa modalidade não existe vínculo trabalhista e o profissional é pago pelo serviço realizado, que geralmente é calculado pela quantidade de dias ou horas trabalhadas.

Trabalho autônomo

Atualmente as empresas podem contratar profissionais liberais que não possuem empresa aberta e CNPJ, utilizando o RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo).

Para as empresas, qual a melhor forma de contratação?

O melhor tipo de contratação depende do cargo, função, relevância estratégica e objetivos da empresa.

Os cargos estratégicos pedem a contratação CLT, que ainda é a forma mais segura de reter talentos essenciais para a companhia e negócio. As demandas esporádicas podem ser supridas por profissionais que atuam nos sistemas temporário, intermitente e freelancer. As contratações temporária e intermitente são indicadas para funções sem exigência de especialização, enquanto os freelancers costumam ser profissionais avançados com competências específicas.

Na área de tecnologia, pode ser mais viável financeiramente firmar contrato de home office, ampliando o acesso a talentos diferenciados que atuam somente com trabalho remoto. Para serviços operacionais, os terceirizados passam a ser uma opção para redução de custos fixos. Já a contratação de estagiários e menores aprendizes é uma forma de investir na formação de novos talentos.

É importante que, seja qual for a forma de contratação, ela seja devidamente alinhada entre empregado e empregador, minimizando futuros passivos trabalhistas.

E para o candidato, qual é a melhor opção?

Essa resposta depende de diversos fatores, dentre eles o tipo de trabalho executado, o momento vivido e as expectativas de cada candidato. Agora darei minha dica de ouro para quem se sente numa encruzilhada. Abra-se às oportunidades, e porque não, às novas maneiras de contratação. É claro que o regime CLT pode trazer mais segurança e deve ser considerado, mas tenha em mente que o mundo mudou demais nos últimos cinquenta anos e é recomendável que todos nós mudemos também. Eu sou um exemplo de que há vida além da CLT, basta você se despir de velhos conceitos e entender que há uma grande diferença entre trabalho e emprego. Permita-se inovar e, acima de tudo, busque sua plenitude. Boa sorte e siga em frente.

Entrevista de emprego: a hora da verdade

As empresas são reflexo das pessoas que a integram. Acontece que a escolha do(a) candidato(a) certo para a vaga certa é feita em questão de minutos, quando um detalhe pode definir a contratação, ou não, do(a) pretendente ao cargo.

A boa notícia é que as perguntas comportamentais comprovadamente revelam o potencial de um(a) candidato(a), especificamente no que diz respeito a sua capacidade de adaptação, crescimento, colaboração, priorização e liderança.

Vamos juntos passar por cinco questões cruciais neste momento fatídico. Esteja pronto para gabaritar nas entrevistas.

Conte-me sobre você?

Essa pergunta lhe oferece uma ótima oportunidade para gerar empatia e quebrar o gelo com o recrutador, deixando o clima da entrevista mais leve. O empregador quer entender seu posicionamento profissional, sua maneira de se apresentar, seu grau de autoconhecimento e se você é introvertido ou extrovertido. Suas respostas podem revelar se você está alinhado(a) aos valores e à cultura organizacional da empresa.

Portanto, fique atento(a) para responder esta pergunta balanceando sua história pessoal à sua carreira. E não caia na tentação de fazer somente um simples resumo de suas qualificações, atividades e experiências profissionais, pois estas informações já constam no seu currículo. Vá além e procure encantar o recrutador com o que ele realmente quer saber: gostos, hobbies, identificação com determinada área de atuação, esporte que pratica, tipo de filmes e series que assiste.

As melhores respostas são honestas, claras e pontuais. Compartilhe algo interessante sobre você, que o ilumine e demonstre que é o candidato certo para a posição oferecida. Cite as experiências e conhecimentos que mais se identificam com requisitos da vaga em questão. Esteja pronto para mostrar três ou quatro de suas qualidades pessoais, habilidades e (ou) áreas de especialização que sejam inerentes ao futuro cargo.

O que você sabe sobre a nossa empresa?

Essa pergunta quer identificar se você realmente está procurando um emprego que satisfaça os seus anseios de carreira, ou se está procurando qualquer empresa que lhe dê uma oportunidade. Quando o recrutador ou o gestor responsável pela vaga faz essa pergunta ele quer saber se você se importou em conhecer a organização.

Hoje em dia, as empresas não querem apenas um empregado que realiza o seu trabalho, e sim alguém que realmente se identifique com a cultura da organização, que se envolva com a causa da instituição e que se sinta motivado pelo valor que a empresa gera ao mercado.

Uma entrevista de emprego não é pingue-pongue, onde o recrutador lança a pergunta e você devolve a resposta. A entrevista de emprego é uma conversa na qual você também pode desenvolver perguntas. Os recrutadores gostam de pessoas com perguntas inteligentes, que se interessam pela organização e que proporcionam um bate-papo descontraindo, onde não é só você a persona de interesse, mas a empresa também.

Para estar afiado, pesquise no site da empresa o histórico, conquistas, metas e valores da organização. Faça a busca no LinkedIn, verificando o feed de notícias, artigos e fotos. Preste atenção na imagem institucional que a empresa passa para seu público alvo. Visite também as páginas do Facebook e Twitter. Mostre que está, de fato, interessado pela vaga e pela organização.

Qual o seu ponto forte?

Com essa pergunta, o empregador quer identificar se suas forças estão alinhadas às necessidades da empresa e responsabilidades da função. Sua resposta o ajudará a decidir se você é ou não o candidato certo para o cargo. Portanto, essa é a hora de destacar os atributos que o qualificam para o trabalho específico e o diferencia dos outros candidatos.

Descreva suas habilidades e experiências que se relacionam com o trabalho para o qual você está se candidatando. Perceba as competências necessárias para a vaga e quais você possui. Escolha as três mais importantes para serem citadas durante a entrevista, com exemplos anteriores, sem necessariamente mencionar: “essas são minhas principais qualidades”.

Quais são seus pontos a desenvolver?

Essa é uma das questões que mais geram incomodo por parte dos candidatos e que muitos não sabem o que responder. Ao fazê-la, o recrutador testa seu autoconhecimento e maturidade profissional. Seja sincero e discorra sobre questões que você realmente necessita desenvolver, mas que não causem grande impacto no desenvolvimento da função. Mostre como você vem trabalhando para superar essas carências.

Por que você deve ser o candidato escolhido?

Essa questão normalmente encerra as entrevistas. Com ela, o recrutador pretende saber se você entendeu sua explanação sobre a empresa e a vaga. Ao se colocar como o candidato ideal, mostre todo seu conhecimento e entendimento sobre a posição. Só tome cuidado para não ultrapassar a linha entre a confiança e a prepotência.

Se eu for resumir tudo o que foi mostrado neste texto em uma só palavra, ela é “preparação”. Prepare-se, pois o tempo gasto não será perdido e sim recompensado com a conquista do seu novo emprego.

Online: o ‘novo normal’ das entrevistas de emprego

A pandemia do novo coronavírus chegou para mexer com tudo o que estava estabelecido. E ela veio acompanhada da necessidade de reinvenção da maneira que anteriormente executávamos diversas tarefas da nossa rotina pessoal e profissional. Como não poderia ser diferente, a relação entre empresas e candidatos no momento da contratação também mudou. Diante da impossibilidade do encontro presencial, o vídeo currículo e, principalmente, a entrevista online hoje fazem parte do “novo normal” da empregabilidade.

No entanto, não há motivos para pânico, calafrios e siricuticos. A maior mudança é que agora a telinha do seu smartphone, tablet ou computador faz a ponte entre você e o recrutador. De resto, o processo conserva as etapas realizadas anteriormente. Na prática, a grande diferença é que não há mais abraços, beijinhos no rosto, nem apertos de mãos. E, como diz a musiquinha, não se trata de desprezo, e sim de proteção de todos os envolvidos.

Vamos então a dez super dicas para você mandar bem no vídeo currículo e na entrevista online.

1-  Estruture um roteiro

Seja para o currículo ou entrevista virtual, estruture previamente um roteiro que lhe ajudará a apresentar as informações sobre sua trajetória profissional de maneira objetiva, clara e eficaz, estimulando o recrutador a querer saber mais sobre você.

2- Prepare-se

Estar preparado e tranquilo é fundamental quando você quer mostrar quem é de fato é e o que pode oferecer à empresa que pode lhe contratar. Neste contexto, o treino é indispensável. Não tenha vergonha de se “entrevistar” em frente ao espelho, e várias vezes, até que você esteja satisfeito(a) e seguro(a) com sua performance.

Se atente também à iluminação do local, ao bom funcionamento do equipamento e à sua vestimenta. Não é porque você está em casa que o pijama é permitido. Vista-se da mesma maneira que você faria se a entrevista fosse presencial.

3- Direto ao que interessa

Normalmente, um recrutador tem inúmeros vídeos para assistir. Por isso, é importante apresentar um conteúdo coeso e breve. O recomendado é que o vídeo tenha, no máximo, dois minutos de duração, com a apresentação das informações de maneira clara e direta.

4- Não é só apertar o REC

Conteúdo e preparação pessoal são as estrelas de um currículo por vídeo. Mas, o capricho na gravação e a escolha do equipamento adequado também contam pontos na elaboração do material.

O candidato pode utilizar o seu próprio smartphone/webcam e programas específicos para edição disponíveis no mercado que auxiliam na adequação e estruturação de um bom currículo. A gravação deve ser feita com o celular na posição horizontal e utilizando a câmera traseira.

5- Organize-se

O local de gravação deve estar iluminado (luz natural sempre cai bem) e o ambiente organizado. Falando em ambiente, é importante que você escolha um local silencioso. Se você divide a casa com outras pessoas, certifique-se de que todos sabem que você não poderá ser interrompido naquele momento.

6- Ombro pra baixo! Peito pra fora! Barriga pra dentro!

Você sabia que a linguagem corporal diz muito sobre o candidato? Isso porque nosso corpo transmite sinais sobre quem somos e qual momento estamos passando. Por isso, mostrar-se confortável e com postura adequada é fundamental para um bom vídeo.

A postura em frente à câmera deve ser de confiança, sem se deixar intimidar pelo objeto, e com um tom de voz adequado. Conforme já mencionei, o melhor recurso para você melhorar seu desempenho é o treino, que diminui o nervosismo e auxilia na comunicação eficiente e objetiva.

7- Demonstre interesse pelos valores da empresa

Um trunfo pode ser conectar suas principais competências com a missão, visão e valores da empresa. Dessa forma, você vai mostrar para o selecionador que tem conhecimento e está antenado sobre a organização.

8- Enfatize seu interesse pela vaga

No final do vídeo, você pode concluir agradecendo a oportunidade e reforçando seu entusiasmo com a vaga. Demonstrar o interesse ao detalhar os seus conhecimentos e experiências é uma boa estratégia nesse momento, pois mostra seu desejo em passar de fase.

9- Seja criativo, mas sem exageros

Muitas vezes, os candidatos buscam um diferencial para encantar o recrutador e o vídeo pode ser o meio ideal. No entanto, é importante que ele esteja adequado à área e à empresa em questão. Currículos de profissionais de Marketing podem conter recursos dinâmicos e inovadores, já os de profissionais da área Jurídica devem ser mais formais.

10- Acredite em você!

Tenha calma, clareza e segurança na fala, pois ela será um diferencial para você alcançar essa oportunidade. Aja como se estivesse, de fato, frente a frente com o recrutador.

Agora que você já sabe como produzir um vídeo currículo encantador e se destacar na entrevista online, é hora de mostrar suas qualidades, corrigir os pontos a melhorar e seguir em frente, com esperança e cabeça erguida. Tenha certeza de que você vencerá essa batalha.

Afinal, por que utilizar o LinkedIn?

Há muito tempo as redes sociais são uma ferramenta rica para realização de conexões e, porque não, para a obtenção de um emprego. Tendo essa constatação como início de conversa, eu discorrerei neste artigo sobre a importância do LinkedIn. Essa plataforma foi lançada por Reid Hoffman, em 2003, e comprada pela Microsoft, em 2016. Atualmente, a empresa é liderada por Jeff Weiner e é considerada a maior rede profissional do mundo, com, aproximadamente, 550 milhões de usuários em 200 países.

Ter um perfil no LinkedIn é uma excelente forma para você se apresentar aos recrutadores de empresas que lhe interessam, afinal, essa rede social reúne informações completas sobre sua vida profissional, além de revelar características pessoais que os profissionais de RH levam em consideração.

Sem contar que essa plataforma se tornou um dos principais espaços para se trabalhar o marketing pessoal, construir novas conexões profissionais e praticar o networking. São tantas oportunidades e possibilidades em um só local que você não vai ficar de fora, certo?

Então vamos a algumas dicas espertas? Bora lá!

1. Mostre suas habilidades e mantenha os dados sempre atualizados

Use a aba de habilidades para que seu perfil se torne atraente aos olhos dos contratantes. Liste pelo menos 5 delas em seu perfil e permita que as suas conexões lhe recomendem. Só não vale incluir qualquer competência somente para preencher as lacunas. Fique com o que é pertinente e descarte tudo o que seja “encheção de linguiça”.

2. Capriche na foto de perfil

Perfil de LinkedIn sem foto é um grande erro. No entanto, não pode ser qualquer uma (sabe aquela que você usa no seu Facebook, Instagram ou WhatsApp, com uma long neck na mão, com aquela língua marota pra fora ou com aquele biquininho ma-ra-vi-lho-so na praia Martin de Sá? – Então… ESSA NÃO).

Selecione uma foto com uma postura mais profissional e formal, com você vestindo uma roupa – e utilizando maquiagem, se for o caso – discreta e adequada. Recorra a um estúdio de fotografia (sim, eles ainda existem e resistem) e peça uma foto para o LinkedIn (sai barato e o resultado é muito bom), ou peça para alguém tirar para você.

3. Resuma quem é e o que faz

Aqui, você deve se descrever utilizando até 2 mil caracteres. Então, se mostre da maneira que você quer ser enxergado. Para ser mais assertivo(a), siga esses passos:

  • Faça a sua apresentação;
  • Descreva seus interesses profissionais;
  • Discorra sobre sua área de atuação;
  • Diga o que te motiva;
  • Não se esqueça das informações de contato.

4. Fuja dos clichês

Há termos que comumente são utilizados quando estamos à procura de um emprego. Acontece que o tempo passa, os costumes mudam e o que era adequado há 10 anos, hoje pode não ser mais. O termo “buscando recolocação”, por exemplo, já está “batido” e não acrescenta muita coisa. Substitua expressões datadas por outras que sejam atemporais e que, de fato, acrescentem ao seu perfil.

5. Destaque atividades relevantes

Quando for descrever sua experiência profissional – a informação mais importante nesta rede – concentre-se para deixá-la completa. Insira datas de início e fim de suas experiências profissionais e liste detalhadamente – xô preguiça – as atividades que você desenvolveu em cada função. Dê destaque aos detalhes que podem chamar a atenção dos recrutadores ou, até mesmo, de um profissional do seu setor que busque novas conexões para fazer networking.

6. Faça Contatos

As recomendações são importantíssimas no LinkedIn. Se você ainda não recebeu nenhuma, uma boa medida é escrever recomendações para as conexões com as quais você já trabalhou – com certeza irão retribuir a gentileza. Se essa atitude não gerar resultado, peça para pessoas que estudaram ou trabalharam com você fazerem essas recomendações.

De tempos em tempos, faça uma busca e solicite conexão com profissionais que atuam na sua área. Construa uma rede sólida com participantes que tenham sinergia e afinidade com seus objetivos profissionais.

7. Compartilhe conteúdo sobre sua área de atuação

Uma das formas mais eficientes de agregar valor e aumentar a notoriedade do seu perfil é compartilhar informações relevantes. Publicar notícias interessantes sobre sua área de atuação vai fazer com que as pessoas associem seu perfil a dados úteis.

8 Deixe sua personalidade brilhar

No campo “resumo do perfil” você pode mostrar um pouco da sua personalidade. Faça com que os integrantes do LinkedIn tomem conhecimento de suas habilidades e os instigue a querer saber mais sobre você. Inclua suas realizações, experiências, aptidões e tudo mais que reflita sua maneira de pensar e de se portar. 

9. Utilize palavras-chave

Uma forma de encontrar conteúdo específico na web é por meio de palavras-chave, e no LinkedIn não é diferente. Se você deseja que seu perfil esteja em destaque e seja encontrado com mais facilidade, insira palavras-chave referentes ao seu campo de atuação.

10- Receba e ofereça recomendações

Assim como as cartas de recomendação são parte importante no processo de contratação, as recomendações abrilhantam seu perfil do LinkedIn. Depoimentos de ex-chefes e colegas de trabalho podem encurtar distâncias, e se tornarem um diferencial, quando os empregadores estão “mergulhados” em centenas de perfis. A forma mais comum para se obter uma recomendação é recomendar alguém.  Procure apenas pessoas que conhecem bem o seu trabalho.

Agora é com você. Utilize de maneira efetiva e inteligente a plataforma do LinkedIn e siga pelo caminho da evolução profissional. Como já disse, o mundo muda a todo o instante e precisamos, no mínimo, acompanhar essas transformações. Mas, bom mesmo é estarmos antenados para irmos na frente e navegarmos por este “mar de inovações” rumo ao melhor futuro.

10 dicas para um currículo perfeito

Quando estamos à procura de um novo emprego, o currículo faz toda a diferença, para o bem e para o mal. Cada vez mais chegam mais currículos nas caixas de e-mail dos recrutadores que, por sua vez, os analisam de maneira mais rápida e direta. Portanto, ao elaborar este documento, capriche e traduza o profissional excelente que você é. Trago 10 dicas que, certamente, serão úteis para que você se destaque neste mercado cada vez mais competitivo e consiga seu novo emprego.

1- Seja encontrado facilmente

Inclua todos os canais pelos quais você possa ser encontrado: telefone, e-mail e redes sociais profissionais – todos eles atualizados. Quanto mais opções de telefone, melhor: fixo, celular e de contato (indique o nome da pessoa responsável). Insira um endereço de e-mail compatível à formalidade da situação, sem expressões coloquiais ou apelidos como, por exemplo, “[email protected]…”. Esse detalhe, que certamente não passará despercebido, pode demonstrar falta de maturidade e seriedade.

2- Mentira tem perna curta

Na ânsia por conquistar um emprego, às vezes caímos na tentação de maquiar, camuflar e aumentar algumas informações. Quando isso acontece, na verdade, estamos mentindo mesmo. Se você não passa do “Hi, how are you”, de nada adianta colocar “inglês avançado”, já que essa proficiência imaginária não resistirá a dois minutos de conversação na vida real. Seja sincero e honesto, principalmente consigo mesmo, ao listar suas habilidades, responsabilidades exercidas em cargos anteriores, período de permanência no emprego, cargo que desempenhou, formação acadêmica, nome de empresas em que trabalhou e prêmios obtidos.

3. Descreva suas competências técnicas

Coloque em destaque seu objetivo profissional para que o recrutador identifique prontamente suas ambições e metas de carreira. Resuma claramente suas habilidades profissionais e os resultados obtidos em cada experiência da sua trajetória, sem autoelogios e com sinceridade na descrição das qualidades.

Inclua dados relevantes, como nome, segmento e porte da empresa. Informe o período em que você atuou, os cargos exercidos e a descrição das principais atividades. Não se esqueça de mencionar os resultados alcançados e as melhorias implementadas graças à sua atuação. Se você implantou ou participou de alguma ação que gerou redução de custos, insira também.

4- Trabalho social dentro da empregabilidade

O trabalho voluntário chama a atenção do recrutador e gera um destaque ao currículo, pois se trata de uma atividade não remunerada que exige tempo, dedicação, autonomia e proatividade do candidato. Projetos realizados durante o curso de graduação também somam pontos.

5- O segundo idioma é importante

Uma pesquisa do British Council identificou que apenas 5% dos brasileiros falam inglês e menos de 1% realmente apresenta algum grau de fluência. Este dado identifica um problema, já que a cada 10 entrevistas de emprego, 8 são realizadas em inglês. Então, se você deseja atuar em empresas multinacionais, um pré-requisito essencial é se comunicar – no mínimo – em inglês. Conforme já citado no item 2, seja honesto em relação ao seu nível e esteja ciente de que seu conhecimento poderá ser testado a qualquer momento, seja durante o processo seletivo ou após a contratação.

6- Não insira foto

Não há necessidade de utilizar fotos no currículo, a não ser que a empresa exija e seja um diferencial para a vaga.

7- Atente-se à ortografia, formatação e conteúdo

Ocurrículo é o seu cartão de visitas e, como tal, deve estar impecável. Para evitar erros de português revise seu currículo ou peça para alguém fazê-lo. Não escolha fontes muito rebuscadas que possam comprometer a legibilidade. Prefira fontes simples, como Arial, Verdana ou Times New Roman, com tamanho 12 para o conteúdo em geral, 14 para subtítulos e 18 para que seu nome tenha destaque.

Seu currículo precisa ser completo e ter ênfase no que é mais importante. Recursos como o negrito, desde que usados com moderação, podem ser utilizados no nome das empresas em que você trabalhou, por exemplo. Coloque as datas nas quais desempenhou cada função na ordem decrescente.

Quando for enviar por e-mail, sempre anexe seu currículo no formato PDF.

8- Não informe pretensão salarial

Colocar a pretensão salarial pode assustar ou causar impressão errada ao empregador. Só informe esse dado se o anúncio da vaga explicitar essa necessidade. Fora isso, deixe que essa informação seja solicitada no momento oportuno pela empresa.

9- Experiência internacional é diferente de viagem internacional

Experiência internacional acontece a convite da empresa para uma reunião ou projeto fora do país de origem. Já a viagem internacional é aquela realizada por conta própria, para conhecer novas culturas e aprimorar o idioma.

10- Gentileza gera empatia

Seja sempre cordial ao enviar e responder e-mails, com aquele “bom dia”, “boa tarde” e “obrigado”.

Com o currículo concluído e revisado, é hora de fazer acontecer. Seguindo essas dicas, suas chances de conseguir um emprego aumentarão bastante. Mas, tenha em mente que, tão importante quanto ter um currículo bem feito é manter a resiliência e confiança. Siga em frente, acredite em você e conquiste seus objetivos.

Desemprego, fantasmas e bichos-papões

Quando o desemprego bate à porta, ele nunca vem sozinho, e sim acompanhado de monstros, fantasmas e bichos-papões. Para piorar, de nada adianta manter esta porta trancada com sete cadeados pois, quando este momento chegar, ela será arrombada e o morador obrigado a conviver com o visitante indesejado. E agora, o que fazer? Se esconder debaixo da cama seria uma opção, mas que não é lá muito inteligente já que o “hóspede” pode se sentir à vontade e querer ficar por um longo período. Como ninguém quer que ele permaneça, a solução é planejar uma estratégia para que, rapidamente, o desemprego vá embora junto com seus “amigos”, de preferência para nunca mais voltar.

Não, não é nada fácil encarar o desemprego, ainda mais neste momento em que muitas empresas fecharam suas portas, de maneira temporária ou definitiva. E não há como estimar por quanto tempo cada indivíduo demorará para conseguir a recolocação, já que há diversas variáveis nesta equação: a área, o nível de escolaridade e a capacidade de reação de cada um. No entanto, por experiência própria recomendo que, caso a demissão o assombre, respire fundo – se ficar triste que seja por alguns poucos minutos – e lute, parta para a ação.

Vou compartilhar alguns temas que lhe ajudarão a encarar este momento da melhor maneira, tendo por base minha experiência em empresas e como empreendedora na área de empregabilidade.

Será que não é o momento de buscar o autoconhecimento e descobrir quais são suas fortalezas e seus pontos a melhorar? Descubra – ou redescubra – o que realmente te faz feliz, o que te move para seguir em frente, afinal de contas, trabalhar cerca de dez horas por dia somente por um salário, não é produtivo. Você merece mais!

O momento pede calma, paciência e reflexão. Responda algumas questões tendo como conselheiros sua mente e seu coração: para onde quero ir realmente? Sou feliz com a profissão que escolhi? Será que é hora de mudar de profissão ou função?

Faça um replanejamento financeiro e reveja o orçamento familiar. Não se compare às outras pessoas e não fique remoendo os motivos que o colocaram nessa situação. O momento pede ação. Se colocar em uma situação de fragilidade, se achando o coitadinho, ou a coitadinha, de nada adiantará. Tenha em mente se tratar de uma fase passageira e que ela não reflete o seu caráter e a sua dignidade.

Analise o mercado de trabalho de forma diferente e esteja aberto ao novo. Entenda que muitas empresas buscam perfis que sejam dinâmicos e com perfil empreendedor. Considere outros tipos de contratação, como por exemplo: pessoa jurídica, contrato temporário, flex ou freelancer. Amplie seus horizontes e considere trabalhar em outra área. Não é aceitar qualquer coisa, ok?  Como disse o especialista em finanças pessoais Kevin Mulligan, “qualquer emprego é melhor do que nenhum emprego”. Pense nisso.

Crescemos escutando nossos pais, avós e tios falarem que precisamos estudar para conseguir um bom emprego. Pois bem, nessa pandemia muitos profissionais qualificados estão nessa busca todos os dias, o que torna o mercado muito mais concorrido. Para se destacar, você precisa ser diferente em algum requisito comportamental.

De maneira prática, comece atualizando seu currículo e o deixe atrativo aos olhos dos recrutadores. Seja objetivo e não se esqueça de algo fundamental: corrija todos os erros de português (se possível peça para alguém revisar para você). Faça cursos de forma gratuita, aproveite o tempo para desenvolver novas habilidades que poderão agregar mais valor ao seu currículo e aprofunde-se nos conhecimentos exigidos no cargo que você almeja ocupar. Faça conexões, sinalize seus amigos que você está disponível ao mercado de trabalho.

Existem muitas plataformas onde você pode buscar vagas e fazer aquele match com as empresas. Siga as empresas que estejam alinhadas aos seus valores pessoais e profissionais. Dedique pelo menos duas horas do seu dia para fazer uma busca em sites das agências de emprego e LinkedIn. Ao enviar o currículo, fique atento às formalidades, e seja gentil. Uma boa carta de apresentação também pode fazer toda a diferença.

Seguindo essas dicas, não tardará a surgirem convites para entrevistas. E agora, o que fazer? Treine, treine, mas treine muito, e busque saber detalhes sobre empresa e a vaga para qual está concorrendo. Tenha o discurso na ponta da língua e dê destaque às suas experiências profissionais (provavelmente lhe perguntarão sobre casos nos quais você se destacou em oportunidades anteriores).

Neste momento, muitas empresas estão optando por fazer entrevista online, portanto esteja preparado para isso. Teste a conexão da internet com pelo menos 15 minutos de antecedência e esteja vestido de maneira impecável, como se fosse uma entrevista presencial. Ah, os homens devem estar com a barba feita e as mulheres e com cabelos limpos e unhas bem cuidadas. Este conselho pode parecer bobo, mas as empresas analisam esse tipo de coisa, sim.  

Será que é hora de abrir um negócio?

Tenho uma historinha para te contar: você sabia que Walt Disney foi demitido do jornal onde trabalhava por não ser criativo o suficiente? Pois é, um tempo depois ele criou uma empresa de sonhos que é uma das mais bem-sucedidas e amadas do mundo.    

Não, não estou dizendo para você sair por aí de maneira atabalhoada abrindo uma empresa. Há de ser feito todo um plano estratégico para que você abra e, principalmente, consolide e tenha sucesso em seu novo negócio. E se você acha que ao empreender vai trabalhar menos, está enganado, já que esta empreitada requer muita, mas muita, dedicação. Para que as chances de tudo dar certo aumentem, você precisará buscar ferramentas que lhe auxiliem, como por exemplo, os serviços do Sebrae, que conta com cursos gratuitos e consultores para te ajudar neste desafio. Mas isso é assunto para um outro artigo, no qual me aprofundarei sobre o tema Empreendedorismo.

Para finalizar, um último recado: o mais importante neste momento é você estar preparado para as novas oportunidades. Acredite em você e tenha em mente que “tudo que nos aborrece a gente agradece, pois no final nos favorece”.

A importância do trabalho voluntário em sua empregabilidade

O mundo está cada vez mais voltado e sensibilizado para as questões sociais, conectado com o próximo e preocupado com o futuro da humanidade. Estar em contato com uma realidade diferente da nossa nos traz também benefícios ímpares, como ampliar a visão global e encontrar inspiração para lidar com problemas pessoais. Então, venho aqui falar do trabalho social dentro da empregabilidade! Atualmente, fala-se muito na falta de tempo.

A falta de tempo faz com que tenhamos esgotamento físico e mental. A necessidade de ter foco e saber dividir, administrar e aproveitar o tempo é a chave para o sucesso! Qualquer experiência, seja ela pessoal ou profissional, é capaz de provocar transformações.

Desse modo, tenha em mente que essa vivência o ajudará a aperfeiçoar seus conhecimentos e até propiciar questionamentos sobre o que você espera para sua carreira. Sabe aquele dia de domingo, nada para fazer, preguiça no sofá e uma tremenda sensação de tédio? Que tal mudar esse comportamento e fazer parte do voluntariado? Quem se dedica a esse tipo de ocupação torna-se uma pessoa mais ativa. Os compromissos do trabalho voluntário vão fazer com que sua agenda não que vazia. Você vai preencher suas horas vagas ajudando as pessoas, distraindo-se e tendo um passatempo estimulante. Quando se busca o primeiro emprego, o trabalho social é uma grande porta para você ingressar em uma oportunidade remunerada. E o ganho maior, ter experiência! Sabe por qual motivo? O ambiente corporativo acaba demandando mais de você do que a graduação ou curso técnico. E, claro, a falta de experiência no currículo é algo que pesa na busca do primeiro emprego, e diminui suas chances de ser contratado. Já imaginou poder se destacar num processo seletivo por ter ricas experiências? Então, busque o trabalho voluntário social! Ele abrirá grandes portas para seu sucesso. Muitos são os meios para ganhar experiência em sua área de atuação durante o curso de graduação. Se você acha que é apenas por meio de um estágio remunerado que poderá desenvolver sua carreira, saiba que está muito enganado. Além dessa possibilidade, você também tem como alternativas atuar como monitor de alguma disciplina ou laboratório e investir em um trabalho voluntário.

Ao contar com uma experiência como essa em seu currículo, você estará admitindo ao mercado que se envolve com projetos sociais e não hesitou em procurar por uma oportunidade de colocar em prática o que está aprendendo na graduação. Só de participar de um projeto e ter um posicionamento atuante e inovador já são fatores principais e benefícios para sua carreira. Os recrutadores valorizam muito o voluntariado, pois o ser humano que busca oferecer seu tempo para atividades não remuneradas é um profissional solidário, e eles sabem que quem faz esse tipo de atividade está em busca de desafios e desenvolve características que são bem quistas pelas organizações. Os maiores pontos que se destacam são no comportamento – exigibilidade e estabilidade emocional. No caso do trabalho voluntário, essa experiência é de grande peso, pois uma vivência nas reais dificuldades encaradas por pessoas de culturas desiguais o ajuda a trabalhar em equipe. Fora a oportunidade que você terá de aprender a ter facilidade em lidar com pessoas. O motivo é que as empresas têm dado preferência a candidatos engajados em um projeto voluntário. Pois sabem que voluntários têm mais habilidade para lidar com súbitos, conseguem ser proativos e são mais determinados. Essas qualidades enchem os olhos das empresas.

Dessa aptidão, ter uma experiência de trabalho voluntário no currículo ajuda a sobressair diante dos demais concorrentes. O profissional que já tem uma carreira sólida, porém está desempregado e sem remuneração, e está em busca de um emprego formal, fazendo o trabalho social, ele tem a oportunidade de aprender algo novo e se destacar na busca do emprego. As pessoas que realizam o trabalho social desenvolvem um círculo de amizades a ponto de ela ser ampliada e renovada. Sim, adquire mais unidade com outros profissionais e potencializa o tão falado networking, aumentando suas oportunidades de conseguir um novo emprego. Para o profissional que já tenha conquistado seu espaço no mercado de trabalho e seja remunerado para isso, vale a pena organizar sua agenda e distribuir suas horas para continuar as atividades sociais que, de certa maneira, continuarão contribuindo com o crescimento da sua carreira profissional. O trabalho remunerado requer tempo dedicado, pois para cumprir uma carga horária obrigatória na CLT o profissional passa 8 horas por dia, 240 horas semanais e 2.880 horas por ano trabalhando. Pois bem, é muito tempo utilizado só para a empresa!

Por que me tornei voluntária em 2015, eu tive que optar pela vida de autônoma na área comercial do seguimento de TI. Logo me veio a oportunidade de empreender. Usava a rede social LinkedIn para buscar clientes para o meu negócio, e via uma vasta quantidade de vagas perdidas nesse meio. Foi aí que tive a oportunidade de criar um grupo de emprego com regras e convidados que buscam candidatos e emprego, e assim compartilhar oportunidades de emprego. Convidava os gestores de empresas para divulgar suas oportunidades no grupo.

Nesse período, algumas pessoas me buscavam para pedir dicas de entrevistas, indicações de vagas, elaboração de currículos e outras demandas. Comecei a fazer de forma voluntária e as pessoas começaram a se recolocar (tudo de forma gratuita). Foi aí que tive a ideia de ajudar de forma assertiva, e por que não ser remunerada para isso! Nesse momento, meu negócio de TI não estava sendo tão rentável, e eu me via apaixonada em fazer o bem para as pessoas e o meu tempo era dedicado para isso. Decidi então ser uma empreendedora social, onde mudar o mundo através do meu trabalho voluntário é o meu principal foco.

Hoje, os grupos somam mais de 170, com 257 pessoas cada, tudo de forma muito organizada e segmentada. Grupos com vagas de engenharia, RH, PCD, Estágio, menor aprendiz, contábeis, área da saúde e educacional. Considero-me uma empreendedora social, porque consigo mudar o meio em que vivo através do voluntariado. Trazer para o meio em que vivo uma condição de vida melhor. E quer saber mais? Sinto-me privilegiada por Deus pelo dom que me deu de ter um olhar para o próximo e fazer a diferença de forma positiva. Tudo isso vem sendo muito recompensador para a minha carreira profissional e pessoal.

“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.” Madre Teresa de Calcutá

Trecho do livro ‘A CARREIRA É SUA?’, da editora Roda da Kika