Como buscar uma boa recolocação no mercado de trabalho?

Ano novo, vida nova! A frase mais falada em todo o começo de ano parece mesmo fazer sentido. Mudança de emprego a cada dois anos, antes característica marcante apenas nos profissionais mais jovens, agora é realidade também entre os mais experientes. Foi o que uma pesquisa do Page Group mostrou em seus resultados no ano passado.

O que motiva esses profissionais a buscarem nova recolocação no mercado de trabalho? A falta de oportunidade de ascensão profissional no atual emprego é o principal fator, segundo a pesquisa.

Em outros estudos, a busca de crescimento na carreira, salário maior, melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, flexibilidade de horário e localização mais fácil, também aparecem como motivos para uma busca de recolocação.

Mas, afinal, como conseguir uma boa recolocação?

Saiba seus reais motivos: É preciso entender a posição em que você está na empresa atual, seus objetivos e também o que faz com que você se sinta motivado. Também é importante, antes de decidir, analisar se as suas possibilidades de crescimento na empresa em que está já foram esgotadas.

Atenção ao mercado: o segmento que atua está prosperando ou está em crise? Ele oscila muito? É primordial você saber como andam as vagas na sua área, escassas ou abundantes?

Prepare-se para o mercado: se você quer mudar de emprego, precisa se preparar. Se o crescimento é o seu objetivo, avalie seu momento atual, trace um plano para preencher seus gaps ou para desenvolver as habilidades necessárias para o próximo passo de sua carreira.

Faça networking: uma boa rede de relacionamento nesses momentos são essenciais. Quando você tem ao seu redor pessoas que podem te ajudar a se recolocar no mercado o caminho fica mais fácil.

Esteja em movimento: entre em contato com Consultores, Headhunters e com os profissionais de Recursos Humanos das empresas que te interessam. Escreva um e-mail, ou um In-mail (mensagem do LinkedIn), personalizado, com seu currículo anexado. Mostre que está à disposição e pronto para novos desafios.

Como falar de você em uma entrevista de emprego?

Você está tão ansioso em busca de uma recolocação profissional no mercado que só de pensar na hora da entrevista dá até desespero. Por isso, hoje vou compartilhar com você algumas dicas do que falar numa entrevista de emprego.

Anotem ai:

Tenha confiança para falar de si: você precisa saber expressar quem você é, quais suas experiências passadas, seus objetivos e metas para o futuro, seus defeitos e qualidades – sem parecer pretensioso ou modesto demais. 

Fale das suas competências: fale honestamente sobre seus talentos, suas habilidades e competências e como elas podem se reverter positivamente para a empresa. Se lhe falta algum conhecimento técnico para aquela vaga, mostre disponibilidade para aprender.

Fale por que você quer esta vaga: é nessa pergunta que o avaliador observa se você tem um pensamento alinhado ao da empresa. Por isso é importante a preparação prévia. Pesquise tudo sobre a organização, saiba como você pode contribuir e de que forma a vaga atende suas expectativas.

Planos para o seu futuro: ao falar dos seus objetivos e metas para o futuro, tente passar uma imagem de simplicidade e alguma ambição. Exemplo: “Meu objetivo nesta empresa é adquirir experiência suficiente para chegar, no futuro, a cargos mais altos de gestão”.

E OS TEMIDOS DEFEITOS?

Workaholic. Perfeccionista. Ansioso. Detalhista. Essas são algumas das respostas mais ouvidas em entrevistas de emprego à famigerada questão: “Qual é o seu principal defeito? Os recrutadores já estão cansados de ouvir as mesmas respostas. E acredite, todos tem medo de falar sobre os seus verdadeiros defeitos numa entrevista.

Quando o recrutador faz essa pergunta, certamente ele tem em mente:

1 – conhecer os pontos que o profissional à sua frente ainda precisa desenvolver. Isso é essencial para saber se ele está preparado para assumir imediatamente a vaga, ou se será preciso treiná-lo em algum aspecto técnico ou comportamental depois de contratá-lo.

2 – um pouco mais sutil, é investigar o grau de autoconhecimento do candidato.

3- avaliar a sua abertura às críticas – a resposta do candidato mostrará se ele é humilde o suficiente para reconhecer suas próprias fraquezas e se abrir a eventuais feedbacks negativos.

Claro, que não existe resposta certa. Então, como responder? Seja verdadeiro!

Honestidade: Falar sobre os defeitos não é uma tarefa fácil, mas é essencial que o candidato seja sincero. A sinceridade é lavada em conta pelo recrutador. Então, se você disser o seu temido defeito, você certamente estará sendo diferente e ganhará a atenção do recrutador.

Soluções: Uma dica é falar sobre o seu defeito já evidenciando uma solução. Além de tudo você mostrará que tem autoconhecimento e capacidade para desenvolver habilidades.

O pensamento do recrutador: vale destacar que essa pergunta é usada pelos recrutadores por um motivo específico. Os profissionais querem entender o perfil dos candidatos, mais do que saber sobre seus defeitos. Ou seja, eles buscam conhecer o profissional, sua personalidade e suas soft skills (habilidades comportamentais), como resiliência e determinação, por exemplo.

E ai, qual é o seu defeito?

Importância de fazer planejamento da carreira

Ter uma carreira de sucesso e almejar aquela cargo de chefia faz parte dos sonhos de muitos profissionais. Mas será que você está planejando a sua carreira pessoal? Pois é, mais do que depender do plano de carreira que a empresa tem para te oferecer, é importante você elencar quais os próximos passos que você quer dar na sua atuação no mercado

Segundo o filósofo Mario Sérgio Cortella, é importante reforçar uma distinção: emprego é fonte de renda, enquanto trabalho é fonte de vida. Trabalho gera vitalidade, emprego pode muitas vezes apenas dar dinheiro. E você, concorda?

Vamos falar sobre o plano de carreira. Você sabe o que é?

Como falei, ele pode ser pessoal ou estabelecido pela empresa. No primeiro, o profissional estabelece os objetivos e metas para a sua carreira. Além disso, também é importante definir as estratégias que podem auxiliar nessa conquista. Pode ser necessário conquistar um diploma, conseguir um título de mestrado ou doutorado, realizar uma pós-graduação, investir no empreendedorismo, etc. Cada etapa dependerá dos objetivos traçados.

Já o plano de carreira estabelecido pela empresa, é ela quem oferece melhorias na atuação do profissional para o bem estar dos colaboradores. Geralmente elas estimulam o funcionário a estudar, buscar cursos, todas as estratégias que agreguem no trabalho realizado por ele dentro da corporação. Dessa forma, o plano de carreira da empresa possui o percurso que o colaborador desde o seu ingresso na organização.

Como ter um plano de carreira pessoal?

Primeiro é preciso saber onde você quer chegar e qual o caminho terá que percorrer. Criar estratégias e ter metas definidas facilitam você chegar ao ponto que deseja. O plano de carreira proporciona um direcionamento mais assertivo e evita perda de tempo com estratégias que não agregarão em seu futuro profissional.

Você, tem pensado no seu plano pessoal de carreira? Onde quer chegar? Vale a reflexão!

Passo a passo para empreender

Conseguir uma recolocação no mercado de trabalho pode ser uma tarefa difícil, e com a crise que estamos enfrentando, principalmente por conta da pandemia, muitos resolveram empreender, ou seja, ter o próprio negócio.

Segundo um levantamento realizado pelo IBGE, o desemprego já atinge 13 milhões de brasileiros. Dessas pessoas, cerca de 4,7 milhões não sentem mais esperança de conseguir um trabalho. Nesse cenário, o empreendedorismo pode ser uma alternativa para se virar o jogo.

Por onde começar?

É fundamental lembrar que antes de abrir um negócio é preciso traça-lo, desde o valor de investimento, até mesmo público alvo, produto ou serviço que serão oferecidos. Se não tiver planejamento, empreender se torna a mesma coisa que rasgar dinheiro.

Vão algumas dicas. Se pergunte:

Qual o valor do seu investimento? (Lembrando que um negócio novo não gera lucro já nos primeiros meses, e as vezes, nem em anos)

Qual a solução que você entregará para o seu público alvo?

O seu público alvo pagaria por essa solução, por esse produto?

Onde está o seu público alvo?

Em quanto tempo quero ter esse investimento de volta?

Cuidado com os erros!

Os principais erros cometidos é não saber dividir as finanças pessoais das profissionais. No caso dos desempregados, esse problema se agrava pela sua necessidade de pagar as contas.

Vale lembrar que a média de tempo que um empreendimento demora para gerar lucro é de dois anos. Durante esse período, todo tipo de retirada expressiva de dinheiro da empresa pode desestabilizar a operação.

O ideal? Tenha um capital de giro suficiente para se manter durante os primeiros meses.

Qual negócio escolher?

O primeiro passo para descobrir qual deve ser sua área de atuação é analisar suas habilidades. Não adianta você investir em um setor que não entende ou não goste só para ganhar dinheiro. Caso a pessoa seja boa em artesanato, por exemplo, começar um negócio desse tipo pode ser a melhor opção.

Estude!

Para que o negócio seja bem-sucedido, habilidades ligadas à área de atuação precisam ser constantemente atualizadas. Noções em gestão também são necessárias. Você desemprenhará várias funções. É preciso saber administrar, vender, planejar. O dono é quem comanda a orquestra. Se você não entende nada, não terá sucesso no seu negócio.

Formas de remuneração no futuro

A pandemia trouxe muitas mudanças e acelerou ainda mais outras. Uma delas foi o ambiente de trabalho que transitou rapidamente para maneiras mais flexíveis e as organizações precisaram se adaptar estrategicamente para o “novo normal”.

Mas será que a remuneração desses trabalhadores também foi impactada?

As organizações precisam, a partir de agora, adotar uma abordagem centrada no ser humano para projetar uma estratégia de remuneração holística (aquela que busca o entendimento integral, ou seja, todo).

Muitos já abordam a remuneração estratégica como forma de melhora do relacionamento entre empregado e empregador. Segundo Minamide (2008), a remuneração estratégica deve representar um elo entre o funcionário e a nova realidade das organizações. Ela deve se adequar as características da empresa e levar em conta o seu planejamento para o futuro, o funcionário deve se sentir valorizado contribuindo para o sucesso da organização e atingindo as metas estabelecidas. Com isso a empresa consegue uma maior aproximação com seu funcionário.

Como era e como será?

Os programas de recompensa tradicionais são normalmente projetados para atingir uma meta simples de pagar o valor de mercado ou para impulsionar um desempenho específico (“apostas na mesa”), e são recebidos pelos trabalhadores periodicamente por meio de pagamentos e bônus.

À medida em que as organizações e os trabalhadores se adaptam às diferentes formas de trabalho, as estruturas de remuneração precisam ser flexíveis, adaptando-se às restrições nos orçamentos da organização e considerando as prioridades dos trabalhadores.

Ao lado delas, as “remunerações motivadoras” permitirão que as organizações tenham um impacto mais flexível e holístico no desempenho, invistam em talentos, promovam o bem-estar e alinhem os funcionários com a cultura e o propósito da organização.

Como chegar lá?

É importante que as organizações entenda as preferências dos trabalhadores, compreenda a experiência atual do trabalhador quanto a remuneração, identifique as metas para uma nova estratégia de remuneração.

Por outro lado, é preciso ainda analisar as formas de remuneração atuais, identificar as novas formas de remuneração, e compreender as limitações – éticas, estruturais, e restrições operacionais.

Referências

MINAMIDE, Camila Hatsumi. Sistemas de Remuneração Tradicionais e Remuneração Estratégica. Disponível em: http://carreiras.empregos.com.br/seu-emprego/sistemas-de-remuneracao-tradicionais-e-a-remuneracao-estrategica/.Acesso em: 20 jun. 2008.

Delloite. Repensando a Remuneração. Disponível em: https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/br/Documents/human-capital/Deloitte-repensando-a-remuneracao.pdf. Acesso em: 3dez.2020.

Mais que multitarefas, multicarreiras

Muito se fala sobre o futuro da empregabilidade e sobre o profissional do futuro. Acontece que, com o tempo passando cada vez mais rápido – pelo menos é essa a impressão que eu tenho – o futuro já chegou e esse novo profissional também. Você já ouviu falar sobre o funcionário multitarefas, certo? E multicarreiras, já? Então será agora.

Multicarreiras é um termo utilizado para identificar as pessoas que utilizam seus inúmeros potenciais para realizar diversas atividades diferentes na sua área ou até em outras áreas. Os multicarreiras não focam suas energias num único propósito profissional, como antigamente, quando a pessoa tinha única ocupação e trabalhava nela até a aposentadoria. 

A multicarreira reúne a necessidade da geração de renda, visão de futuro, identificação de competências e propósito de vida. Engenheiros empenhados em vendas, médicos como gestores e administradores no setor de educação. Esses são alguns exemplos de profissionais multicarreiras.

Podemos pensar, ainda, na multicarreira da maneira clássica, por assim dizer: o médico que também é músico, e a psicóloga que além de atuar na área clínica, também exerce a função de consultora de RH. O profissional multicarreiras, além de duas, pode exercer três ou mais atividades distintas. Não há regra pré-definida. Todas essas relações de trabalho são flexíveis com vínculos por CLT ou com contratos de prestação de serviços.

Muitas pessoas se preocupam em como classificar sua multicarreira no LinkedIn, no currículo ou no portfólio sem que pareçam perdidas ou aquelas que “atiram para todos os lados”.

No perfil do LinkedIn, a multicarreira pode ser identificada no campo “Tíítulo”, onde o profissional colocará cada profissão ou atuação separadas por barras que indicam separação (/). No campo “Sobre” deverá constar as atividades realizadas em cada campo de atuação.

A multicarreira no currículo pode ser apresentada com as barras e informações sobre as atividades e qualificações nos campos “Resumo de qualificações”, “Objetivos” e “Formação acadêmica”.

No portfólio, a multicarreira poderá ser informada em projetos separados como uma linha do tempo, do mais recente para o mais antigo, com destaque para os resultados atingidos.

As principais Soft Skills (competências comportamentais) necessárias para que a pessoa se adapte à multicarreira são a resiliência, inteligência emocional, visão sistêmica, adaptabilidade, organização e network. A vontade de aprender coisas novas, ajudar ao próximo e aumentar a renda são outras características deste tipo de profissional.

Se você pensa em se tornar um profissional multicarreiras, antes de mais nada, fique atento ao seu modo de trabalhar. Existem pessoas que não se adaptam à multicarreira. Identifique seus potenciais e entenda qual é a melhor maneira para você se desenvolver e alcançar a sua realização profissional. 

Se você se identifica, quer ou acredita que ser um profissional multicarreiras vai fazer de você uma pessoa mais realizada, feliz e plena, siga em frente. Não devemos nos impor limites, e sim, construir as pontes e escadas para a transposição desses limites. Chegue onde você deseja e seja quem realmente é.

Vaga temporária: por que não?

Nessa época do ano aumenta a quantidade de vagas temporárias. Se você está à procura de emprego, mas quer aquela vaga perfeita, na empresa perfeita, com contrato fixo perfeito e com salário perfeito, o que acha de tentar se encaixar em uma vaga temporária? Pense que, ao conseguir um emprego, mesmo que temporário, você estará mais perto da perfeição do que estando desempregado. E, ainda, que esse emprego temporário pode se tornar fixo ou se tornar a ponte para um emprego estável. Vamos mandar o preconceito para longe e considerar estar empregado(a) nos próximos meses.

Apesar de parecer mais fácil – afinal, as exigências em um trabalho temporário são mais flexíveis -, conseguir uma vaga temporária não é tão simples, e você deve ter cuidado para não cair em ciladas. Como muitas vagas surgirão, a principal dica é ficar de olho nas condições de trabalho. Agora, se você quer preencher uma vaga temporária, fique atento às oportunidades e siga essas dicas.

Capriche no currículo

Não é porque a vaga é temporária que o currículo tem menos importância. Entenda que seu currículo tem que ter um efeito de um outdoor na rua. O entrevistador tem que bater o olho e selecionar para a leitura. Por isso, o currículo tem que ser atraente e estar conectado com a vaga.

Entenda sua vocação

Procure vagas que tenham a ver com sua experiência, mas acima de tudo com a sua vocação. Todos nós podemos ter potencial para atividades que nunca imaginamos, e você pode descobrir um novo talento ou estimular um talento adormecido, transformando sua vocação em dinheiro.

Trace uma estratégia

Encontre as vagas e trace uma estratégia. Não adianta atirar para todos os lados. Por exemplo, percorrer trajetos desgastantes num mês de muito trânsito vai te fazer perder dinheiro e tempo. Sendo assim, selecione vagas perto da sua casa ou fáceis de acessar, evitando atrasos no período temporário já que você deve zelar sempre por sua imagem profissional.

Entenda as demandas dessa época

A maioria das vagas temporárias surgem tradicionalmente do comércio: vendedores, estoquistas, auxiliares de cadastro e assim por diante. Esse tipo de contratação acontece para dar suporte a um movimento de clientes maior que o normal. Portanto, não conte com horário certo para sair e entenda as necessidades da vaga. Nesse tipo de trabalho temporário, muitos imprevistos acontecem e este é o momento de ouro do comércio. Ou seja, prepare-se para segurar o rojão.

Se apresente bem

Lojas de roupas e calçados são duas das que mais contratam. Normalmente, há salário fixo e mais comissão, o que garante boas perspectivas de grana extra. Mas saiba que sua apresentação pessoal vai contar no preenchimento dessas vagas. Use uma roupa adequada e limpa, esteja com o cabelo bem cortado e unhas bem cuidadas. Esses pontos pesam na hora da contratação.

Seja honesto

Durante a entrevista, seja honesto! Fale sobre seu potencial e experiências anteriores com clareza, mas não minta sobre feitos e funções anteriores. Em pouco tempo a fantasia será engolida pela realidade.

Trabalhe duro

O trabalho temporário não é menos importante do que um trabalho fixo. Quando o período de sua contratação terminar, o critério para efetivação será baseado em sua performance! Portanto, trabalhe com determinação e exerça a sua função da melhor maneira possível.

Nunca desanime

Não desanime e nem deixe de cumprir seu trabalho com entusiasmo até o último momento. O esforço de um profissional contratado temporariamente tende a diminuir nos dias ou horas que antecedem o término do contrato, porém, o empenho e dedicação do profissional não podem oscilar. Persista, busque valorizar a sua jornada no trabalho temporário e não coloque tudo a perder.  

Faça networking

Mesmo que seja um trabalho temporário, crie bons vínculos com as pessoas. Fazer networking é uma ferramenta poderosa no mercado de trabalho.

Por fim, o trabalho temporário faz que você saia da inércia, renova suas energias, aumenta sua autoestima e, ainda, rende um bom dinheiro. Ou seja, encontrar um trabalho temporário pode ser o início de um caminho promissor no âmbito profissional. Então, sacuda a poeira e saiba que essa pode ser a hora de você dar a volta por cima.

Geração Flux: não é uma questão de idade e sim de atitude!

Sabe o que as gerações Baby Boomers, X, Y e Z podem ter em comum? A Geração Flux. Muitos profissionais ainda não ouviram falar dela, apesar de estarem exatamente em meio a pessoas que tem suas características. Os indivíduos com esse perfil são naturalmente atraídos por desafios e se adaptam rapidamente às novidades e inovações. É importante observar que a Geração Flux não é definida pela faixa etária, assim como as X, Y e Z, e sim por sua maneira de pensar e agir.

Afinal, o que é a Geração Flux? A Geração Flux tem a ver com o comportamento dos indivíduos, tendo como característica principal a fácil adaptação a mudanças e inovações. Qualquer pessoa pode fazer parte da Geração Flux, que tem esse nome – fluxo, em português – por conta da flexibilidade desses profissionais.

A Geração Flux é composta por pessoas que tem como grande diferencial a vontade de usar as novas tecnologias para alcançar os melhores resultados, principalmente em momentos de pressão, em crises e até em situações de caos. É fácil perceber quem faz parte da Geração Flux, pois algumas características são marcantes nos profissionais desse grupo. Vejamos:

Acumula habilidades

Chamado também de profissional multitarefas, o colaborador que é um acumulador de habilidades tem facilidade em desenvolver bem cada uma delas. Aliás, esse profissional gosta mesmo de fazer várias coisas diferentes. Quanto mais habilidades ele puder desenvolver, mais atraído pelo trabalho ficará.

Expande seus conhecimentos

O profissional da Geração Flux carrega no DNA a busca constante por conhecimento. Daí vem sua afinidade com tecnologias e soluções inovadoras. Um colaborador que procura sempre estudar e se capacitar é curioso com o meio em que vive, aprende mais e está sempre atualizado.

Quando falamos em expandir conhecimentos, isso não se refere apenas a cursos, mas também para a maneira como essa pessoa se informa. O integrante da Geração Flux acompanha os sites de notícias, está conectado às redes sociais, faz pesquisas em diversas plataformas e tem perfil ativo em redes voltadas ao mercado profissional, como o LinkedIn.

Tem grande capacidade de adaptação

Essa é uma das grandes e mais vantajosas habilidades da Geração Flux. Graças à sua facilidade de encarar desafios e mudanças, essas pessoas têm uma capacidade de adaptação muito maior. A empresa vai começar a usar uma nova tecnologia? Mudar a forma como atua com os clientes? Ótimo, esses profissionais tirarão de letra.

O mercado está passando por uma rápida transformação e as empresas que não a acompanharem ficarão para trás. Um exemplo: se antes a empresa fazia atendimentos apenas quando o cliente a acionava, agora é preciso estar lado a lado do consumidor, oferecendo suporte 24 horas por semana. Assim, é fundamental contar com profissionais que estejam prontos para essas necessidades e que saibam lidar com os clientes e parceiros em meio a todas as transformações comportamentais e tecnológicas que estamos vivendo. A Geração Flux é preparada para isso! Mas, como fazer parte dessa geração?

Seja curioso

A curiosidade faz com que os colaboradores mais interessados e dispostos adquiram novos conhecimentos e sejam mais proativos. Se um novo projeto entrará em vigor, é essencial que os profissionais tenham, no mínimo, a curiosidade em saber como tudo vai funcionar, o que devem fazer para trazer resultados e qual o propósito da estratégia.

Estude sempre

A Geração Flux leva os estudos a sério. Como entender as novas tecnologias e tendências do mercado se você não está preparado e qualificado? Não imponha limites para seus conhecimentos.

Encare desafios

Em uma empresa, é natural que apareçam muitos desafios ao longo do ano. Porém, nem todos os colaboradores estão dispostos a encarar essas situações, tampouco a superá-las. Já a Geração Flux tem nos desafios um gás a mais para trabalhar bem, procurando se desenvolver a cada etapa vencida.

As pessoas da Geração Flux gostam de desafios, pois acreditam que eles estimulam seu crescimento pessoal e profissional. Para fazer parte dessa geração, o profissional precisa se sentir confortável e passar tranquilamente pelas situações adversas.

E você, faz ou quer fazer parte da Geração Flux? Saiba que esse perfil é muito procurado por empresas que querem se destacar no mercado, contando com uma equipe moderna, inteligente, preparada para qualquer momento e que almeje o desenvolvimento contínuo. Uma dica: ao menos, aprenda com a geração Flux, saia do lugar comum e destaque-se em meio às tempestades.  

As gerações e suas características no mercado de trabalho

Muito se fala nas empresas sobre as diferenças entre as gerações e os eventuais conflitos advindos das diversas concepções de mundo, de vida e de trabalho. Vamos conhecer um pouco mais das principais características de cada geração e quais são suas aspirações.

Baby Boomers – É a geração que nasceu entre o fim da Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945) e a metade da década de 1960, e é representada por uma expressão que denota a explosão das taxas de natalidade após a guerra. No Brasil, os Baby Boomers cresceram em um período de expansão na indústria e de prosperidade econômica (que não se mostraria duradoura). Eles fazem parte de um grupo com alto poder aquisitivo e hábitos de consumo exigentes.

No mercado de trabalho, os Baby Boomers se mostraram fiéis às companhias. Nelas, permaneceram por muitos anos e, de modo geral, alcançaram cargos de destaque. Seu desafio atual é lidar com as gerações X e Y, uma vez que possuem visões de mundo e perspectivas diferentes sobre a vida e a carreira.

X – Formada por pessoas nascidas de 1960 a 1980, a geração X acompanhou o início da evolução tecnológica, com o surgimento, mesmo que incipiente, do computador pessoal, da internet, do celular, da impressora e do e-mail, entre outras (r)evoluções.   Essa geração gosta de variedade, odeia a rotina e estabelece metas voltadas para novas oportunidades e desafios.

A geração X prioriza o aprendizado de novas habilidades e que tragam chances reais de crescimento. Muitos dessa geração chegaram à idade adulta alimentando sonhos e desejos que, para serem alcançados, demandariam muito esforço e determinação.

Y ou Millennials – Grupo dos nascidos de 1980 a 2000, é considerada a geração da liberdade e da inovação, tendo vivenciado uma série de mudanças em relação a comportamentos, aspirações e estilos de vida. Os millennials estão sempre conectados, pois se desenvolveram em meio à era da informação e dos avanços tecnológicos.

Os jovens desta geração têm a característica de serem multitarefas, de conseguirem o que querem e de não se contentarem com tarefas subalternas. Por possuírem alta capacidade criativa e gosto por desafios, precisam de motivação no ambiente de trabalho e não hesitam em procurar outras oportunidades se não obtiverem reconhecimento, pois preferem adquirir experiência em diferentes áreas de diversas empresas, do que trabalhar anos em uma única função numa mesma empresa.

Outra característica marcante da geração Y é a do engajamento em movimentos sociais organizados.

Z – A Geração Z, que compreende os nascidos na década do século XII, convive com a tecnologia desce cedo, tendo facilidade para entender o mundo em sua volta. É a geração que melhor compreende o funcionamento das novas ferramentas e, por isso, quando o assunto é tecnologia digital, está sempre um passo à frente das demais.

É considerada a geração mais diversificada em termos raciais e étnicos. Carrega como característica marcante a autoconsciência, em detrimento do egocentrismo, e tende a preferir um ambiente de trabalho com condições de igualdade, onde não haja barreiras entre os funcionários dos diversos cargos. Em geral, é uma geração que busca a verdade acima de tudo e, por consequência, é consumidora de produtos de empresas que carreguem essa verdade.

Alpha – São as crianças nascidas a partir de 2010, filhos dos Millennials e que pertencem a uma geração integrada à tecnologia e conectada desde sempre. Estamos vendo e aprendendo quais são (serão) suas características daqui para frente.

Como podemos ver, as diferenças entre as gerações são evidentes. O que não deve ser evidente é a necessidade do conflito e do antagonismo. O profissional inteligente, seja ele de qualquer geração, compreende essas diferenças e procura assimilar o que há de melhor nas demais gerações. O mundo não para e quem permanecer aprisionado a ideias e concepções atrasadas será atropelado por ele. É o ciclo da vida, simples assim. Procuremos evoluir, sempre!

O peso das competências

Quando falamos de competências na área dos negócios, as denominamos de Skills. O termo Skills define basicamente nossa capacidade de concretizar objetivos com nossas aptidões, sendo dividida em duas categorias: Soft Skills e Hard Skills.

Soft Skills tratam das nossas competências comportamentais: pensamento crítico, criatividade, flexibilidade cognitiva, empatia, comunicação, trabalho em equipe e resiliência, entre outros comportamentos. Também aborda nossa capacidade de lidar com nós mesmos e com as outras pessoas. Essas habilidades são desenvolvidas por meio de nossas vivências e nossa evolução enquanto seres humanos.

Já as Hard Skills são as nossas competências técnicas, desenvolvidas por meio de cursos e experiências profissionais, sendo facilmente disponibilizadas no seu currículo.

No mundo corporativo dizemos “Contrata-se pelas Hard Skills e demite-se pelas Soft Skills“. Mas, por quê? Quando você se candidata para uma vaga, seu primeiro contato com a empresa se dá pelo processo seletivo e inicia-se pelo cadastro ou entrega de um currículo. As informações ali relacionadas definem se você é considerado apto ou não para a vaga. Depois de um tempo, já trabalhando na empresa, você tende a demonstrar “quem você é de verdade”, como você lida com seus colegas e suas atribuições, e isso pode te comprometer se suas Soft Skills não forem compatíveis com as necessidades da organização.

Você precisa equilibrar e buscar a excelência em suas competências, independente da sua posição e do cargo que ocupa. Além disso, precisa valorizar e aplicar seus talentos de forma que não haja o risco de ser substituído por outro profissional ou por uma máquina. Sim! Isso é possível! Um robô pode roubar seu emprego! Não temos dúvida de que muitas tarefas serão automatizadas, principalmente as que são repetitivas e as que não dependem do intelecto e de soft skills para serem desempenhadas. Para Daniel Buhr, especialista em inovação, as profissões baseadas em experiência e interação ganharão cada vez mais relevância.

De acordo com Martha Gabriel, especialista em estratégias digitais de negócios, precisamos nos preparar para interagir, de maneira mais positiva, com as máquinas. Não digo com os androides e humanoides que podem ser criados ou já estão disponíveis em algumas feiras de tecnologias ou empresas de ponta. Me refiro às tecnologias que temos acesso hoje! Será que utilizamos esses recursos para suportar nossas tarefas ou viramos refém dessas ferramentas?

O que realmente interessa?

Para entregar os resultados que as organizações desejam, temos que estar preparados para os desafios atuais. Independentemente da origem das mudanças – tecnológicas ou biológicas – temos novas realidades. Logo, temos novas necessidades.

Você já sabe do que se trata o mundo VUCA (falei disso no meu artigo anterior) e já percebeu como a pandemia alterou todo o sistema. Então, como se destacar em um contexto repleto de mudanças disruptivas e exponenciais?

Você deve prezar pelo seu desenvolvimento contínuo, ser um lifelong learner (aprendiz por toda vida, na tradução literal), não se limitando aos estudos tradicionais em ambientes escolares convencionais. Não há cursos que te preparam na mesma velocidade dos novos desafios que surgem. Leia livros, acesse e aprenda com sites, blogs e redes sociais de pessoas que são referências nas suas áreas, acompanhe as tendências, situe-se no panorama atual.

Dito isso, você precisa desenvolver a Tétrade do Sucesso para sobreviver e se destacar:

Inteligência emocional: ter autoconhecimento, saber como lidar com pressão e com mudanças, gerir hábitos e emoções. Se conectar com si próprio e reconhecer seus limites.

Criatividade: buscar novas soluções para os novos desafios diários que devem ser enfrentados. Ousar, criar algo novo, fora dos padrões atuais.

Self-learner: expressão bonita para autoaprendiz. Aprender a aprender, sendo protagonista do seu desenvolvimento contínuo e não se esquecendo de que todo aprendizado só é útil quando praticado.

Tecno-simbiose: trata da capacidade de interação humana com a tecnologia. Nada de robôs como o ‘Exterminador do Futuro’, mas de tecnologias que estão nos computadores e smartphones. Aquelas que facilitam nossas vidas e nos ajudam a entregar as soluções que o mundo espera de nós.

Agora, outra dica fundamental. Não deixe de lado a única característica que nos diferencia das máquinas e que irá impedir que percamos nosso lugar para elas: a nossa humanidade.