Feliz dia da mulher maravilhosa que você é

Você sabe qual o seu poder? Hoje, no Dia da Mulher, vamos falar sobre a história da Mulher Maravilha, e como a heroína foi criada. Mas, calma! Você não precisa ser a mulher maravilha para ser heroína também.

Já pensou se existisse uma mulher empoderada, feminina, alegre, poderosa e capaz de relevar a verdade, ser atenciosa, carinhosa e dedicada e com super poderes? Ela existe. É a Mulher Maravilha, que foi criada por Willian Marston em 1928. Um doutor em psicologia pela universidade de Harvard, que pensou em uma mulher com todos os perfis comportamentais.

Para criar a personagem, Willian observou de perto as mulheres e a capacidade que elas têm de administrar as coisas do dia-a-dia e ainda serem charmosas e femininas. Na opinião de Willian Marston, o mundo poderia ser melhor se liderado pelas mulheres.

Na ficção a Mulher Maravilha dá conta de tudo, mas na vida real, todos nós sabemos que não é bem assim, não é mesmo? Está na hora de ressignificar a mulher maravilha para vivermos com os padrões que cabem em cada uma de nós e escrevermos uma história para as mulheres maravilhas que somos.

Nós, mulheres, temos o hábito de acumular funções, seja em casa ou no trabalho. Para comprovar isso, eu sempre ouço: “estou cansada”, “não dou conta de tantas coisas”, “meu dia não rende o suficiente”, “estou sempre ansiosa”.

Saímos do ambiente doméstico e caminhamos para o mundo dos negócios, mas ainda continuamos com a obrigação das tarefas “femininas”. Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), as mulheres trabalham semanalmente 7,5 horas a mais do que os homens, incluindo as tarefas domésticas.

Além desse cenário, temos uma imagem de super-heroínas atribuída a nós (não no bom sentido) e, por isso, podemos dar conta de tudo. Acrescentamos a esta equação o fato de que tendemos a nos cobrar e nos comparar umas com as outras o tempo inteiro, o que gera mais ansiedade, mais culpa, mais estresse, e o círculo está formado.

É nesse momento que coloco para você uma provocação: está na hora de ressignificar a sua mulher maravilha. Você não precisa negar ou aposentar a Mulher Maravilha que lhe habita. Ela pode continuar com você desde que assuma um novo papel. Dessa vez de parceira que te fortalece. Reencontre sua força interna para que seus “super poderes” possam fazer real efeito em tudo que você queira realizar.

Ser Mulher Maravilha é ser capaz de reconhecer que nem sempre você dará conta de tudo e está tudo bem. É aceitar que somos mulheres fortes sim, mas não precisamos ser sempre o ponto de apoio da família, do marido, do filho. Nós também precisamos de colo e podemos ser salvas pelo herói. Podemos sim fazer escolhas, e temos que aceitar que em muitos momentos o melhor a fazer é se reconhecer humana e imperfeita, se acolher com carinho e zelar pela sua saúde.

Então, se você acredita em você, seja a sua mulher maravilha. Sem padrões impostos, apenas assuma aqueles que lhe cabem. Mulheres, nós temos a força e podemos fazer e ser o que quisermos.

Feliz Dia das Mulheres!

Match cultural ganha força nas organizações na hora de recrutamentos e seleções

Com a valorização das habilidades comportamentais em crescimento, o chamado match cultural tem ganhado força nas organizações na hora de fazer recrutamento e seleção.

Apesar dos infinitos tipos de personalidade, todo profissional também tem um desses aspectos dominando seu estilo de trabalho. E alinhar isso entre equipes e organizações é fundamental para os negócios e para a satisfação pessoal das pessoas com sua carreira.

E ai que entra a cultura organizacional da empresa. Ela influencia o alcance dos resultados de uma marca, o crescimento e os relacionamentos interpessoais entre todos os envolvidos, como colaboradores, fornecedores e clientes. Por essa razão, sua definição deve ser objetiva e estratégica.

Clã, empreendedora, burocrática e de mercado. Estes são os quatro tipos de cultura organizacional em que uma empresa pode se encaixar.

Vamos falar sobre cada uma delas?

Cultura de clã: há uma atenção voltada “para dentro”, com mais foco em colaboração, resultados de longo prazo e trabalho em equipe. A flexibilidade também é um norte importante.

Cultura de mercado: é o porto da cultura clã. Essa preza a competição e performance individual. Além disso, suas ações são voltadas para a concorrência. Em vez da flexibilidade, há mais controle.

Cultura empreendedora também tem o valor da flexibilidade, como a de clã, mas é mais voltada para a concorrência, com foco em agilidade e inovação.

Cultura Burocrática: faz oposição a cultura empreendedora e é permeada por processos rígidos, pouca flexibilidade, autocontrole e normas. Assim como a cultura de clã, ela é mais voltada para questões internas.

Apesar de diferentes, profissionais e empresas podem ter influência de mais de uma cultura, mas uma é sempre dominante. A variação da cultura em uma empresa ocorre principalmente quando os setores e departamentos são observados. Apesar disso, é muito difícil encontrar uma empresa que tenha valores opostos em seus departamentos internos, porque eles não se sustentam juntos.

Recrutamento e seleções

No recrutamento e seleção, o teste de cultura dos candidatos é uma das formas de garantir o alinhamento entre profissional e empresa.

Vou dar alguns exemplos de empresas bem-sucedidas que alinharam sua cultura organizacional e refletiram no comportamento dos funcionários.

Google

É de se esperar que o Google tenha uma das culturas internas mais reconhecidas do mundo. A empresa conseguiu esse status ao colocar o colaborador no centro das ações, com a oferta de refeições gratuitas, espaços de interação nos escritórios, bicicletas para ir ao trabalho, entre outros benefícios.

O objetivo é que, com essas vantagens, o profissional fique mais motivado e construa bons relacionamentos com os colegas, incentivando um ambiente mais colaborativo e criativo.

Nike

Outro exemplo de empresa de sucesso por unir a filosofia de negócio ao dia a dia dos colaboradores é a Nike. O objetivo da marca é estar na dianteira do segmento e, para isso, ela incentiva a curiosidade, inovação e autonomia para os profissionais. A independência para criar e assumir riscos faz com que os colaboradores inovem sem que a empresa repudie as ideias que não vingam. Por sua vez, essa cultura faz com que os profissionais se sintam comprometidos a criar e entregar novas soluções, alimentando o sentimento de pertencimento.

Diante disso, as empresas mais bem-sucedidas quando o tema é cultura organizacional são aquelas que integram as propostas definidas da missão da marca e a forma como os colaboradores trabalham no dia a dia.