Como falar de você em uma entrevista de emprego?

Você está tão ansioso em busca de uma recolocação profissional no mercado que só de pensar na hora da entrevista dá até desespero. Por isso, hoje vou compartilhar com você algumas dicas do que falar numa entrevista de emprego.

Anotem ai:

Tenha confiança para falar de si: você precisa saber expressar quem você é, quais suas experiências passadas, seus objetivos e metas para o futuro, seus defeitos e qualidades – sem parecer pretensioso ou modesto demais. 

Fale das suas competências: fale honestamente sobre seus talentos, suas habilidades e competências e como elas podem se reverter positivamente para a empresa. Se lhe falta algum conhecimento técnico para aquela vaga, mostre disponibilidade para aprender.

Fale por que você quer esta vaga: é nessa pergunta que o avaliador observa se você tem um pensamento alinhado ao da empresa. Por isso é importante a preparação prévia. Pesquise tudo sobre a organização, saiba como você pode contribuir e de que forma a vaga atende suas expectativas.

Planos para o seu futuro: ao falar dos seus objetivos e metas para o futuro, tente passar uma imagem de simplicidade e alguma ambição. Exemplo: “Meu objetivo nesta empresa é adquirir experiência suficiente para chegar, no futuro, a cargos mais altos de gestão”.

E OS TEMIDOS DEFEITOS?

Workaholic. Perfeccionista. Ansioso. Detalhista. Essas são algumas das respostas mais ouvidas em entrevistas de emprego à famigerada questão: “Qual é o seu principal defeito? Os recrutadores já estão cansados de ouvir as mesmas respostas. E acredite, todos tem medo de falar sobre os seus verdadeiros defeitos numa entrevista.

Quando o recrutador faz essa pergunta, certamente ele tem em mente:

1 – conhecer os pontos que o profissional à sua frente ainda precisa desenvolver. Isso é essencial para saber se ele está preparado para assumir imediatamente a vaga, ou se será preciso treiná-lo em algum aspecto técnico ou comportamental depois de contratá-lo.

2 – um pouco mais sutil, é investigar o grau de autoconhecimento do candidato.

3- avaliar a sua abertura às críticas – a resposta do candidato mostrará se ele é humilde o suficiente para reconhecer suas próprias fraquezas e se abrir a eventuais feedbacks negativos.

Claro, que não existe resposta certa. Então, como responder? Seja verdadeiro!

Honestidade: Falar sobre os defeitos não é uma tarefa fácil, mas é essencial que o candidato seja sincero. A sinceridade é lavada em conta pelo recrutador. Então, se você disser o seu temido defeito, você certamente estará sendo diferente e ganhará a atenção do recrutador.

Soluções: Uma dica é falar sobre o seu defeito já evidenciando uma solução. Além de tudo você mostrará que tem autoconhecimento e capacidade para desenvolver habilidades.

O pensamento do recrutador: vale destacar que essa pergunta é usada pelos recrutadores por um motivo específico. Os profissionais querem entender o perfil dos candidatos, mais do que saber sobre seus defeitos. Ou seja, eles buscam conhecer o profissional, sua personalidade e suas soft skills (habilidades comportamentais), como resiliência e determinação, por exemplo.

E ai, qual é o seu defeito?

Importância de fazer planejamento da carreira

Ter uma carreira de sucesso e almejar aquela cargo de chefia faz parte dos sonhos de muitos profissionais. Mas será que você está planejando a sua carreira pessoal? Pois é, mais do que depender do plano de carreira que a empresa tem para te oferecer, é importante você elencar quais os próximos passos que você quer dar na sua atuação no mercado

Segundo o filósofo Mario Sérgio Cortella, é importante reforçar uma distinção: emprego é fonte de renda, enquanto trabalho é fonte de vida. Trabalho gera vitalidade, emprego pode muitas vezes apenas dar dinheiro. E você, concorda?

Vamos falar sobre o plano de carreira. Você sabe o que é?

Como falei, ele pode ser pessoal ou estabelecido pela empresa. No primeiro, o profissional estabelece os objetivos e metas para a sua carreira. Além disso, também é importante definir as estratégias que podem auxiliar nessa conquista. Pode ser necessário conquistar um diploma, conseguir um título de mestrado ou doutorado, realizar uma pós-graduação, investir no empreendedorismo, etc. Cada etapa dependerá dos objetivos traçados.

Já o plano de carreira estabelecido pela empresa, é ela quem oferece melhorias na atuação do profissional para o bem estar dos colaboradores. Geralmente elas estimulam o funcionário a estudar, buscar cursos, todas as estratégias que agreguem no trabalho realizado por ele dentro da corporação. Dessa forma, o plano de carreira da empresa possui o percurso que o colaborador desde o seu ingresso na organização.

Como ter um plano de carreira pessoal?

Primeiro é preciso saber onde você quer chegar e qual o caminho terá que percorrer. Criar estratégias e ter metas definidas facilitam você chegar ao ponto que deseja. O plano de carreira proporciona um direcionamento mais assertivo e evita perda de tempo com estratégias que não agregarão em seu futuro profissional.

Você, tem pensado no seu plano pessoal de carreira? Onde quer chegar? Vale a reflexão!

Passo a passo para empreender

Conseguir uma recolocação no mercado de trabalho pode ser uma tarefa difícil, e com a crise que estamos enfrentando, principalmente por conta da pandemia, muitos resolveram empreender, ou seja, ter o próprio negócio.

Segundo um levantamento realizado pelo IBGE, o desemprego já atinge 13 milhões de brasileiros. Dessas pessoas, cerca de 4,7 milhões não sentem mais esperança de conseguir um trabalho. Nesse cenário, o empreendedorismo pode ser uma alternativa para se virar o jogo.

Por onde começar?

É fundamental lembrar que antes de abrir um negócio é preciso traça-lo, desde o valor de investimento, até mesmo público alvo, produto ou serviço que serão oferecidos. Se não tiver planejamento, empreender se torna a mesma coisa que rasgar dinheiro.

Vão algumas dicas. Se pergunte:

Qual o valor do seu investimento? (Lembrando que um negócio novo não gera lucro já nos primeiros meses, e as vezes, nem em anos)

Qual a solução que você entregará para o seu público alvo?

O seu público alvo pagaria por essa solução, por esse produto?

Onde está o seu público alvo?

Em quanto tempo quero ter esse investimento de volta?

Cuidado com os erros!

Os principais erros cometidos é não saber dividir as finanças pessoais das profissionais. No caso dos desempregados, esse problema se agrava pela sua necessidade de pagar as contas.

Vale lembrar que a média de tempo que um empreendimento demora para gerar lucro é de dois anos. Durante esse período, todo tipo de retirada expressiva de dinheiro da empresa pode desestabilizar a operação.

O ideal? Tenha um capital de giro suficiente para se manter durante os primeiros meses.

Qual negócio escolher?

O primeiro passo para descobrir qual deve ser sua área de atuação é analisar suas habilidades. Não adianta você investir em um setor que não entende ou não goste só para ganhar dinheiro. Caso a pessoa seja boa em artesanato, por exemplo, começar um negócio desse tipo pode ser a melhor opção.

Estude!

Para que o negócio seja bem-sucedido, habilidades ligadas à área de atuação precisam ser constantemente atualizadas. Noções em gestão também são necessárias. Você desemprenhará várias funções. É preciso saber administrar, vender, planejar. O dono é quem comanda a orquestra. Se você não entende nada, não terá sucesso no seu negócio.

Formas de remuneração no futuro

A pandemia trouxe muitas mudanças e acelerou ainda mais outras. Uma delas foi o ambiente de trabalho que transitou rapidamente para maneiras mais flexíveis e as organizações precisaram se adaptar estrategicamente para o “novo normal”.

Mas será que a remuneração desses trabalhadores também foi impactada?

As organizações precisam, a partir de agora, adotar uma abordagem centrada no ser humano para projetar uma estratégia de remuneração holística (aquela que busca o entendimento integral, ou seja, todo).

Muitos já abordam a remuneração estratégica como forma de melhora do relacionamento entre empregado e empregador. Segundo Minamide (2008), a remuneração estratégica deve representar um elo entre o funcionário e a nova realidade das organizações. Ela deve se adequar as características da empresa e levar em conta o seu planejamento para o futuro, o funcionário deve se sentir valorizado contribuindo para o sucesso da organização e atingindo as metas estabelecidas. Com isso a empresa consegue uma maior aproximação com seu funcionário.

Como era e como será?

Os programas de recompensa tradicionais são normalmente projetados para atingir uma meta simples de pagar o valor de mercado ou para impulsionar um desempenho específico (“apostas na mesa”), e são recebidos pelos trabalhadores periodicamente por meio de pagamentos e bônus.

À medida em que as organizações e os trabalhadores se adaptam às diferentes formas de trabalho, as estruturas de remuneração precisam ser flexíveis, adaptando-se às restrições nos orçamentos da organização e considerando as prioridades dos trabalhadores.

Ao lado delas, as “remunerações motivadoras” permitirão que as organizações tenham um impacto mais flexível e holístico no desempenho, invistam em talentos, promovam o bem-estar e alinhem os funcionários com a cultura e o propósito da organização.

Como chegar lá?

É importante que as organizações entenda as preferências dos trabalhadores, compreenda a experiência atual do trabalhador quanto a remuneração, identifique as metas para uma nova estratégia de remuneração.

Por outro lado, é preciso ainda analisar as formas de remuneração atuais, identificar as novas formas de remuneração, e compreender as limitações – éticas, estruturais, e restrições operacionais.

Referências

MINAMIDE, Camila Hatsumi. Sistemas de Remuneração Tradicionais e Remuneração Estratégica. Disponível em: http://carreiras.empregos.com.br/seu-emprego/sistemas-de-remuneracao-tradicionais-e-a-remuneracao-estrategica/.Acesso em: 20 jun. 2008.

Delloite. Repensando a Remuneração. Disponível em: https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/br/Documents/human-capital/Deloitte-repensando-a-remuneracao.pdf. Acesso em: 3dez.2020.