O peso das competências

Quando falamos de competências na área dos negócios, as denominamos de Skills. O termo Skills define basicamente nossa capacidade de concretizar objetivos com nossas aptidões, sendo dividida em duas categorias: Soft Skills e Hard Skills.

Soft Skills tratam das nossas competências comportamentais: pensamento crítico, criatividade, flexibilidade cognitiva, empatia, comunicação, trabalho em equipe e resiliência, entre outros comportamentos. Também aborda nossa capacidade de lidar com nós mesmos e com as outras pessoas. Essas habilidades são desenvolvidas por meio de nossas vivências e nossa evolução enquanto seres humanos.

Já as Hard Skills são as nossas competências técnicas, desenvolvidas por meio de cursos e experiências profissionais, sendo facilmente disponibilizadas no seu currículo.

No mundo corporativo dizemos “Contrata-se pelas Hard Skills e demite-se pelas Soft Skills“. Mas, por quê? Quando você se candidata para uma vaga, seu primeiro contato com a empresa se dá pelo processo seletivo e inicia-se pelo cadastro ou entrega de um currículo. As informações ali relacionadas definem se você é considerado apto ou não para a vaga. Depois de um tempo, já trabalhando na empresa, você tende a demonstrar “quem você é de verdade”, como você lida com seus colegas e suas atribuições, e isso pode te comprometer se suas Soft Skills não forem compatíveis com as necessidades da organização.

Você precisa equilibrar e buscar a excelência em suas competências, independente da sua posição e do cargo que ocupa. Além disso, precisa valorizar e aplicar seus talentos de forma que não haja o risco de ser substituído por outro profissional ou por uma máquina. Sim! Isso é possível! Um robô pode roubar seu emprego! Não temos dúvida de que muitas tarefas serão automatizadas, principalmente as que são repetitivas e as que não dependem do intelecto e de soft skills para serem desempenhadas. Para Daniel Buhr, especialista em inovação, as profissões baseadas em experiência e interação ganharão cada vez mais relevância.

De acordo com Martha Gabriel, especialista em estratégias digitais de negócios, precisamos nos preparar para interagir, de maneira mais positiva, com as máquinas. Não digo com os androides e humanoides que podem ser criados ou já estão disponíveis em algumas feiras de tecnologias ou empresas de ponta. Me refiro às tecnologias que temos acesso hoje! Será que utilizamos esses recursos para suportar nossas tarefas ou viramos refém dessas ferramentas?

O que realmente interessa?

Para entregar os resultados que as organizações desejam, temos que estar preparados para os desafios atuais. Independentemente da origem das mudanças – tecnológicas ou biológicas – temos novas realidades. Logo, temos novas necessidades.

Você já sabe do que se trata o mundo VUCA (falei disso no meu artigo anterior) e já percebeu como a pandemia alterou todo o sistema. Então, como se destacar em um contexto repleto de mudanças disruptivas e exponenciais?

Você deve prezar pelo seu desenvolvimento contínuo, ser um lifelong learner (aprendiz por toda vida, na tradução literal), não se limitando aos estudos tradicionais em ambientes escolares convencionais. Não há cursos que te preparam na mesma velocidade dos novos desafios que surgem. Leia livros, acesse e aprenda com sites, blogs e redes sociais de pessoas que são referências nas suas áreas, acompanhe as tendências, situe-se no panorama atual.

Dito isso, você precisa desenvolver a Tétrade do Sucesso para sobreviver e se destacar:

Inteligência emocional: ter autoconhecimento, saber como lidar com pressão e com mudanças, gerir hábitos e emoções. Se conectar com si próprio e reconhecer seus limites.

Criatividade: buscar novas soluções para os novos desafios diários que devem ser enfrentados. Ousar, criar algo novo, fora dos padrões atuais.

Self-learner: expressão bonita para autoaprendiz. Aprender a aprender, sendo protagonista do seu desenvolvimento contínuo e não se esquecendo de que todo aprendizado só é útil quando praticado.

Tecno-simbiose: trata da capacidade de interação humana com a tecnologia. Nada de robôs como o ‘Exterminador do Futuro’, mas de tecnologias que estão nos computadores e smartphones. Aquelas que facilitam nossas vidas e nos ajudam a entregar as soluções que o mundo espera de nós.

Agora, outra dica fundamental. Não deixe de lado a única característica que nos diferencia das máquinas e que irá impedir que percamos nosso lugar para elas: a nossa humanidade.

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